POLÍTICA

Sob investigação dos vereadores, secretário Sétimo Bóscolo descarta pedir demissão

Larissa Prata
lpciabotti@gmail.com
Publicado em 17/06/2021 às 09:56Atualizado em 18/12/2022 às 14:40
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Um dos indiciados na Comissão Parlamentar Processante instalada nesta quinta-feira (17) em Uberaba, o secretário de Saúde Sétimo Bóscolo descarta pedir demissão do cargo. Em resposta enviada ao Pingo do J, da Rádio JM, ele reforça ter recebido uma missão e que pretende seguir trabalhando. 

Alguns vereadores chegaram a pedir a exoneração de Sétimo Bóscolo durante a extensa leitura do relatório. Entre eles, o vereador Cabo Diego Fabiano, que enaltece o profissionalismo do secretário, mas avalia que como gestor público não tem feito um bom trabalho no atual momento. "A gente acabou aprovando a instalação de uma comissão processante para que seja então apurado toda e qualquer responsabilidade sobretudo do titular da pasta, que é o secretário de Saúde do município, doutor Sétimo Bóscolo, que, na minha opinião pessoal, não tem feito um bom trabalho à frente da pasta da saúde. Eu entendo que nós precisamos de um secretário não só técnico, mas também político, que vai saber articular, que vai saber lidar com situações políticas também, porque é importante ter essa habilidade, principalmente nessa comunicação com o Poder Legislativo, com empresas do setor privado, realmente precisa mexer algumas peças ali para que as coisas aconteçam. Quando eu digo mexer peças eu não digo de movimentação de pessoal, apesar de que isso também é importante para o bom andamento do serviço, mas eu fiz essa análise. Solicito e reforço que é importante o Poder Executivo pensar em um nome", pontuou o vereador, também ao Pingo do J. 

Inicialmente, a Chefe do Executivo era indiciada por improbidade administrativa por não tomar providências ao ser informada de que erros eram cometidos no processo de aplicação das vacinas. No fritar dos ovos, a prefeita foi retirada da lista de indiciados e não será investigada na CPP, aprovada com 19 votos.  

O primeiro posicionamento favorável à prefeita se deu logo após a leitura do relatório principal da CEI. Documento suplementar assinado pelo relator Wander Araújo eximiu Elisa do indiciamento por crime de responsabilidade. O parlamentar alegou até que não havia o que se falar em Comissão Processante, visto que a ausência de indícios de crime cometido pela prefeita eliminaria o objetivo do colegiado, que é o de apurar infrações político-administrativas de detentores de cargos eletivos. Outro documento foi entregue pelo líder do Prefeita, Caio Godoi, com as conclusões de sindicância da Prefeitura, provando que Elisa adotou medidas de apuração quando tomou conhecimento das denúncias. 

Questionado pelo Pingo do J sobre essa questão, o presidente da CEI, vereador Marcos Jammal, avalia que o momento da entrega do documento pelo vereador Caio Godoi foi inoportuno. "Não vou utilizar a palavra frustrado porque o documento realmente demonstrava. Eu acredito que o momento da juntada do documento é errado, ele poderia ter sido juntado lá no dia 26 de abril, quando a Controladoria respondeu não ter procedimento administrativo, ou ser juntado no momento do contraditório e ampla defesa que seria na instauração da Comissão Processante, como eu mesmo disse, a instauraria, apresentaria o documento e aí a comissão, por ofício já podia cancelar ali a situação da prefeita que estava contemplada com a informação", pontuou. 

Desta forma, a CPP deverá apurar irregularidades e possíveis crimes cometidos pelo secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, pela ex-secretária adjunta de Saúde, Juliana Lima Ribeiro; e pela responsável técnica da Central de Vacinas, Valéria Ferreira de Oliveira. Como presidente, foi escolhido o vereador Elias Divino (Pode). Já Anderson Dois Irmãos (PSD) ficou no posto de vogal e Alessandra Piagem (Pode) como relatora. Apenas o vereador Samuel Pereira votou contra a instalação da CPP e os outros 19 vereadores foram favoráveis. Vale lembrar que o presidente da Casa Legislativa, Ismar Marão, por regra, não vota.

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