Novo chefe do Executivo mineiro disse que antecessor tem perfil mais "ameno" e garantiu que adotará “pulso firme” para concluir projetos em andamento
Recém-empossado como chefe do Executivo estadual após Romeu Zema (Novo) renunciar ao cargo no último domingo (22/3), o novo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que terá um modelo de gestão mais dinâmico do que o de seu antecessor. “Nós temos estilos diferentes. Acho que talvez o mais perceptível seja uma mudança de estilo. Eu sou mais duro do que o governador”, ressaltou Simões, nesta segunda-feira (23).
Simões teceu elogios a Zema e disse não ter expectativas de fazer qualquer coisa que não tenha sido feita pelo ex-governador unicamente por falta de firmeza. “O governador fez coisas demais, por isso eu falei que é mais uma mudança de estilo”, afirmou. Ele comentou, entretanto, que “Zema é mais ameno".
"Algumas coisas de forma mais amena se resolvem muito melhor. Outras com mais força se resolvem melhor. Acho que é o que nos diferencia, o volume de energia colocado em cada ponta”, complementou.
O novo chefe do Executivo disse ainda que os próximos meses serão de muitas entregas em todo o território mineiro e agradeceu a seu antecessor pelo legado de projetos. Ele garantiu, porém, que adotará “pulso firme” para concluir projetos em andamento e fazer as mudanças que pretende no estado.
Como exemplo, Simões citou as primeiras agendas que cumpriu como governador, nesta segunda-feira. Pela manhã, ele fez uma uma vistoria surpresa no Hospital Pronto-Socorro João XXIII, unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte. A visita ocorreu em meio à greve dos servidores. “Fui lá ver o que estava acontecendo porque tinha visto várias notícias de infiltração, problemas de ar condicionado, então fui lá fazer uma fiscalização de estrutura física. Liguei para a diretora e já mandei: ‘eu quero um plano de trabalho em dez dias’. Então sou mais duro”, exemplificou.
À tarde, Simões ainda foi ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), onde participou de uma reunião sobre a construção do Rodoanel Metropolitano. O projeto prevê a construção de cerca de 100 km de rodovias sob a promessa de desafogar o trânsito do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. A obra concedida à iniciativa privada ainda em fase de licenciamento, mas o processo foi suspenso por decisão da Justiça. "Eu acabei de sair de uma audiência em que eu disse que o estado está levantando da mesa de conciliação sobre o licenciamento do Rodoanel. Preciso que a Justiça decida, porque eu tenho dinheiro parado lá", destacou.
Governador promete relação mais próxima com os prefeitos
Ainda durante a entrevista a O TEMPO, Simões afirmou que também pretende manter uma relação mais próxima com os municípios, se comparado com o gestor anterior. “Quero mais diálogo com os prefeitos, eu também sou muito diferente do governador nisso. Eu gosto de ter os prefeitos por perto, eu converso mais com eles”, comparou o governador.
Ainda nesse sentido, Simões disse que a população pode esperar “um governo com mais interação política” e “com mais energia”. “Eu espero que com isso eu consiga acelerar coisas que o governador (Zema) deixou encaminhadas”, concluiu, ao citar cerca de 800 obras em andamento no estado, incluindo cinco que estão paradas por entraves judiciais ou administrativos.