A Direção Nacional do PDT informou que os pedidos de desfiliação partidária passarão a seguir rito específico, estabelecido por meio da Instrução Normativa 001/2026. O documento define as diretrizes para filiados, especialmente aqueles que ocupam cargos eletivos, que desejam deixar a legenda, a exemplo da vereadora Rochelle Gutierrez, em Uberaba.
De acordo com a normativa, a desfiliação depende da homologação da carta de anuência pela Executiva Nacional do partido, instância que detém competência exclusiva para autorizar o desligamento. O documento é assinado pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
A medida está amparada no Artigo 87, do estatuto do PDT. “Compete à Executiva Nacional a homologação de carta de anuência em relação a qualquer mandato eletivo, independentemente da esfera de atuação do parlamentar filiado”, diz o texto.
A instrução normativa estabelece que o pedido deve ser formalizado por meio de requerimento escrito, direcionado ao diretório estadual ou distrital. Após o recebimento, o diretório regional deve comunicar imediatamente a Executiva Nacional, encaminhando toda a documentação necessária para análise.
Ainda conforme as regras, a carta de anuência somente produzirá efeitos após a homologação pela Executiva Nacional. Caso o procedimento não siga as diretrizes estabelecidas, o documento poderá ser anulado pela direção nacional.
Em Uberaba, a vereadora Rochelle Gutierrez (PDT), que negocia sua filiação ao PSD com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, afirmou que ainda avalia o cenário e destacou que o prazo para mudança partidária segue em aberto, até dia 4 de abril.
No campo estadual, o deputado federal Weliton Prado confirmou sua saída do Solidariedade e a filiação ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. A movimentação integra uma estratégia de fortalecimento regional da legenda, com foco de atuação no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais.