Uma instituição que no próximo ano completa 60 anos corre o risco de fechar as portas no fim do mês por conta do atraso nos repasses do governo de Minas Gerais
Divulgação/JM
Francisco Valias Kopke Venceslau, presidente da entidade, na foto com técnico da instituição, diz que o repasse mensal é de R$39 mil
Uma instituição que no próximo ano completa 60 anos corre o risco de fechar as portas no fim do mês por conta do atraso nos repasses do governo de Minas Gerais. A Sociedade Uberabense de Proteção e Amparo aos Menores (Supam) não recebe recursos do Estado desde julho do ano passado.
De acordo com a diretoria da instituição, sem correção monetária, o governo deve à Supam R$467.081,02. Até agosto de 2017 o repasse mensal, segundo o presidente da entidade, Francisco Valias Kopke Venceslau, era de R$38.063,81. A partir de setembro houve reajuste e o montante teria passado para R$39.095,34.
Ele lembrou que em maio passado um ofício foi entregue ao governador Fernando Pimentel (PT), relatando a situação financeira da Supam e solicitando a regularização da dívida. “Hoje, temos 208 meninas atendidas em nossa instituição, em regime de semi-internato. Elas entram na Supam às 7h para o café da manhã, depois elas têm aula de reforço escolar, atividades manuais, tem um lanche no meio da manhã, educação física e almoço. Na parte da tarde elas vão para a Escola Estadual anexa à Supam”, lembrou Francisco Venceslau.
O presidente da Supam lembrou ainda que a entidade tem parceria com o Colégio Cenecista Dr. José Ferreira e a Escola de Dança Beth Dorça. “O Colégio José Ferreira oferece aula de música e bolsa integral de ensino médio (as alunas são submetidas a exame para aprovação da bolsa). E na escola Beth Dorça as meninas têm aula de balé. Nós trabalhamos com inserção de meninas de baixa renda. Temos exemplo de alunas da Supam que hoje trabalham como professoras, em bancos públicos, são advogadas. O nosso trabalho é muito importante, não pode ser interrompido”, ressaltou.
A Supam foi criada em 1959 por Francisca Valias Venceslau, em 18 de maio daquele ano, para atender menores em vulnerabilidade social. Agora, sem recursos, corre o risco de fechar as portas.