POLÍTICA

Superintendente Saúde afirma que cerca de 70% da falta de insumos está solucionada em Uberaba

Maurício Ferreira falou sobre os desafios e as projeções da atual gestão; para ele, a grande pauta atual é a dengue

Publicado em 29/01/2020 às 16:46Atualizado em 18/12/2022 às 03:51
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Foto/Jairo Chagas

A saúde no estado de Minas Gerais enfrenta problemas sazonais, como o da dengue, que são monitorados todos os anos. Em entrevista para o Jornal da Manhã, o superintendente regional de Saúde de Uberaba, Maurício Ferreira, falou sobre os desafios e as projeções da atual gestão. Ferreira assumiu o cargo em agosto de 2019.

O superintendente afirmou a pretensão de trabalho é construir uma relação pacífica dentro das equipes de trabalho, com a noção de que a saúde nunca para. “Não são desafios novos, a não ser o coronavírus”, pontuou.

Um dos problemas enfrentados pela SRS no ano passado foi a falta de estoque de alguns medicamentos. Em maio, um homem chegou a se acorrentar em poste em forma de protesto pela falta de insumo. Quanto a essa questão, Ferreira afirmou que houve um avanço. “Tínhamos uma lista enorme de medicamentos em falta e já reduziu em, eu diria, 70% a 80%. Continuamos com alguma defasagem, mas sim conseguiremos superar”, afirma, otimista.

Dengue

Minas Gerais passa pelo período das chuvas, sendo a região metropolitana uma das mais afetadas. Em Uberaba, a chuva gera preocupação de um possível surto de dengue.

“O caso da dengue é sazonal e o que todos nós sabemos é que em determinado momento do ano ele irá acontecer, é uma epidemia que ocorre sempre em períodos de chuva e calor intenso, que é o que estamos vivendo hoje”. Porém, além das ações de planejamento, prevenção e combate, Maurício Ferreira, assim como o secretário municipal de saúde já havia afirmado, reforçou a necessidade de colaboração externa.

“A população também é responsável pela cidade, nós elegemos nossos representantes para que façam o serviço; 'olha eu te elejo para você organizar isso'. Mas, quando o prefeito ou secretário falam sobre a educação para prevenção, a população afirma 'eu sou educado, é o meu vizinho que não é'. Não podemos colocar a culpa apenas no Estado ou Município”, concluiu.

Política de alinhamento

Maurício Ferreira, que é filiado ao Novo, ressaltou que a superintendência de qualquer região obedece à política do Estado, e que a atual gestão segue as diretrizes do governo Zema. “O governador nos incumbiu de preservar ao máximo possível as equipes de trabalho, não mexemos em ninguém dentro de suas funções.”

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