Neto Talmeli
Marcos Jammal, presidente da Cohagra, diz que os cortes são preocupantes, mas ele ainda está otimista em garantir os projetos
Com anúncio de suspensão total da terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida, o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, aguarda confirmação de agenda no Ministério das Cidades para verificar a situação dos projetos de Uberaba. O município está com cinco novos loteamentos inscritos para a fase três do programa habitacional.
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou esta semana que o governo interino suspendeu toda a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida para fazer uma reavaliação. Segundo ele, a meta de contratar dois milhões de moradias até o fim de 2018 – traçada pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) – foi abandonada e um novo número será estabelecido dentro da capacidade real do orçamento após a análise das contas públicas pela atual equipe econômica.
Jammal afirma que a suspensão traz preocupação porque existe risco de cortes no programa devido ao cenário econômico do país. “Acendeu uma luz amarela [...] Mas ainda não sabemos como o ministério vai fazer”, ressalta. O presidente da Cohagra salienta que está mantendo contato permanente com a equipe técnica do Ministério das Cidades, que continua com os mesmos integrantes. Além disso, ele articula uma reunião com o novo titular da pasta para tratar sobre os projetos locais. A agenda está programada para o início de junho.
Apesar dos possíveis cortes no programa habitacional, Jammal afirma que permanece otimista em conseguir a liberação de todos projetos que estão aguardando a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida. “Não recebemos nenhum comunicado oficial de futuros empreendimentos que serão retirados [do programa]. Então, hoje a informação que tenho é que estamos navegando em águas claras”, avalia.
Uberaba pleiteia três loteamentos para a faixa de um salário mínimo e dois para a recém-criada faixa de 1,5. Ao todo, são aproximadamente 2.000 unidades habitacionais.