Presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL) autorizou e a Associação dos Usuários de Transporte Coletivo Urbano (Acobe) realiza hoje, às 19h, no plenário da Casa, reunião pública para discutir o reajuste da tarifa do transporte coletivo. Além de debater o assunto, a associação pretende derrubar o decreto que instituiu o novo valor da tarifa.
Na semana passada a Acobe encaminhou ao Legislativo um oficio solicitando espaço para a reunião pública, a partir de 19h, cujo objetivo será debater os parâmetros utilizados na planilha de custos operacionais que nortearam o reajuste da tarifa. A meta, de acordo com o presidente da associação, José Tiago Castro, é a revogação do decreto que balizou o aumento e, nesse sentido, foi encaminhado ao prefeito Paulo Piau (PMDB) um ofício solicitando a revisão do ato.
“Estamos realizando uma série de atividades que culmina com a reunião pública que vamos solicitar que seja derrubado o decreto que viabilizou o aumento da tarifa do transporte coletivo. Inclusive, já pedimos a revisão das planilhas, e nesta reunião vamos solicitar que membros da sociedade civil organizada acompanhem essa revisão e ainda que, de imediato, seja reduzido o valor da tarifa”, explica José Tiago. Ele ressalta que estão sendo recolhidas assinaturas no calçadão da rua Artur Machado de usuários que são contra este aumento, e em quatro horas foram contabilizadas 2.500 assinaturas, com as atividades continuando nesta semana.
Tiago diz que aumento o reajuste foi aplicado de forma covarde, pois começou a valor em período de festas, e por isso muitas pessoas não perceberam a mudança. A passagem, de R$2,60, foi ajustada para R$2,90, através de decreto assinado pelo então prefeito Anderson Adauto (sem partido), às vésperas do fim do seu mandato, em dezembro passado. Começou a valer no dia 31 de dezembro e, de acordo com Tiago, muitos usuários se surpreenderam, pois não houve comunicado prévio.
“Nem mesmo nos ônibus foram colocados avisos sobre o novo valor da tarifa. O usuário era notificado pelo cobrador no momento de pagar a passagem. Portanto, o novo valor foi instituído de forma ríspida, e não foram seguidos os ritos, como dar publicidade e prazo para que as pessoas se acostumem, além de transparência sobre o motivo do aumento, até porque no último ano as empresas reduziram o número de funcionários e os preços de combustíveis ficaram estáveis. Não vemos nenhum subsídio para sustentar a tarifa de R$2,60, e nem mesmo R$2,90”, explica Tiago.
Para a reunião foram convidados representantes das empresas do transporte coletivo, os 14 vereadores eleitos, o prefeito Paulo Piau, bem como os funcionários do departamento de transporte da Prefeitura.