Justiça Eleitoral recebeu esta semana lista de gestores que tiveram contas rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O relatório serve de base para declarar a inelegibilidade e impugnar o registro de candidaturas nas eleições deste ano.
Ao todo, 6.700 nomes de gestores públicos figuram na relação dos fichas-sujas do TCU. Somente de Minas Gerais são 642 nomes. A lista não traz nomes colocados como pré-candidatos à eleição majoritária em Uberaba, como o ex-prefeito Anderson Adauto (PP), o ex-vereador Samir Cecílio (PSDB) e o ex-presidente da Cohagra Wagner Nascimento Júnior (PTC).
No entanto, a listagem tem dois nomes da cidade. Odo Adão Filho e Gilberto Caixeta da Silva aparecem entre os gestores que tiveram contas julgadas irregulares pelo órgão. Os dois já constavam no relatório apresentado para as eleições de 2014 e permanecem entre os nomes considerados ficha-suja pelo tribunal.
Em 2009, Odinho respondeu a processo por não prestar contas de aproximadamente R$100 mil repassados pelo Ministério da Cultura para a realização de um evento da Associação de Cooperação e Integração Brasil-África, entidade da qual era presidente na época. Já Caixeta foi julgado por não comprovar a aplicação de recursos federais recebidos para obras de adequação do Ceneg, órgão do qual era diretor.