Ex-secretário está preso desde o dia 30 pela operação Aequalis, que investiga desvio de recursos públicos e superfaturamento no projeto HidroEX, em Frutal
Foto/Uarlen Valero/O Tempo
Narcio Rodrigues foi detido no último dia 30 e teve prisão temporária prorrogada uma vez antes da decretação da prisão preventiva
A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) converteu em prisão preventiva, na tarde de ontem, a detenção do ex-presidente do PSDB no Estado, Narcio Rodrigues, e de outras seis pessoas que cumpriam prisão temporária, desde o último dia 30, na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Eles ficarão presos em regime fechado por prazo indeterminado, conforme noticiou na noite de ontem o site do jornal O Tempo, de Belo Horizonte.
Entre os detidos estão Neif Chala, ex-servidor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais; Alexandre Pereira Horta, engenheiro do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais; Luciano Lourenço dos Reis, funcionário da CWP Engenharia Ltda.; Maurílio Reis Bretas, sócio administrador da CWP Engenharia Ltda., e Odo Adão Filho, apontado como operador e lobista internacional do ex-deputado tucano. O presidente da multinacional Yser, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, ainda é considerado foragido.
O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo de Antonio Anastasia, hoje senador pelo partido, entre 2010 e 2014, e os outros seis investigados foram detidos pela operação Aequalis, que investiga desvio de recursos públicos e superfaturamento no projeto HidroEX, em Frutal.
No total, a operação Aequalis cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em parceria com a Polícia Militar. As fraudes foram descobertas graças a uma investigação da Corregedoria Geral do Estado de Minas Gerais. Em Frutal, a 137 quilômetros de Uberaba, base eleitoral de Narcio Rodrigues, fontes locais afirmaram para O Tempo que no dia 30 a Polícia Civil apreendeu 20 sacos de documentos, computadores e telefones corporativos dos funcionários que trabalham na HidroEX. Em Uberaba, houve mandado de busca e apreensão em três locais nos bairros Mercês, Santa Maria e Parque do Mirante.
Ainda conforme revelou O Tempo, as investigações de desvio de verba pública em projetos ligados à Fundação HidroEX atingiram também, segundo uma fonte que acompanhou a ação do Ministério Público de Minas (MPMG) em São João del-Rei no último dia 30, o presidente da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei (Fauf), Jucélio Luiz de Paula Sales. A fonte ouvida pela reportagem assegurou que a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Sales, no município localizado na região do Campo das Vertentes.