Vereador Tony Carlos não titubeou ao dizer que seu partido, o PMDB, perdeu um político atuante e combativo
Ao avaliar a filiação de seu então correligionário Marcelo Borjão no DEM, o vereador Tony Carlos não titubeou ao dizer que seu partido, o PMDB, perdeu um político atuante e combativo, que exerce de fato seu papel de fiscalizador. Para o peemedebista, no entanto, não há prejuízo ao trabalho legislativo, porque o agora democrata permanece na Casa, sem que haja risco de perder seu mandato por infidelidade partidária, face ao entendimento com a antiga sigla – depois de meses de embate público –, além do fato de ter conquistado uma liminar na Justiça assegurando o exercício da vereança até o fim da atual legislatura.
Tony lembra que até bem pouco tempo havia uma verdadeira dança das cadeiras, com detentores de cargo eletivo mudando para a legenda que mais lhe conviesse, interferindo nas composições partidárias na Câmara. Como agora isto não é mais possível, a alteração na correlação de forças na Casa é fruto de um fato isolado, opina o peemedebista, citando que não deixou o PMDB justamente para não correr o risco de perder seu mandato, inclusive de ver sepultada a chance de assumir como deputado estadual.
O vereador é terceiro suplente da coligação que disputou o pleito do ano passado e pode vir a ser empossado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Na Câmara, ele integra a base aliada do prefeito e seu correligionário Anderson Adauto. Com a desfiliação de Borjão, o PMDB passa a ser a segunda bancada na CMU – o outro integrante é o líder governista Cléber Cabeludo –, perdendo o primeiro lugar então dividido com o PR, também da base de sustentação da atual administração municipal. Na sigla estão os vereadores Almir Silva, Chiquinho da Zoonoses e Samuel Pereira.
Segundo Almir, o partido tem uma bancada coesa e que vota em prol da população. “Estamos bem unidos numa linha de independência buscando atender à sociedade naquilo que é preciso. Pode ter certeza, o PR faz a diferença”, garante o vereador, cujas palavras são endossadas por seu correligionário Samuel Pereira. “Nossa bancada é força”, disse o republicano, consciente do peso que o voto conjunto pode representar no âmbito do legislativo.