POLÍTICA

Trabalhadores do Codau podem parar por tempo indeterminado

Gisele Barcelos
Publicado em 16/05/2016 às 08:22Atualizado em 16/12/2022 às 18:53
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Conforme Jasminor Ferreira da Costa, se a greve for aprovada, vários serviços serão prejudicados na autarquia

Trabalhadores do Codau realizam assembleia nesta segunda-feira com indicativo de greve. A categoria pode paralisar atividades hoje para reivindicar reajuste salarial de 11%. A autarquia ofereceu apenas aumento no valor do tíquete-alimentação aos funcionários, este ano.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água de Uberaba (Sindae), Jasminor Ferreira da Costa, afirma que a categoria havia aceitado receber apenas o acréscimo no tíquete porque estava sendo negociada a redução da jornada diária de trabalho de oito para seis horas. No entanto, ele argumenta que a direção do Codau não aprovou a jornada menor. “Já que não avançou a redução da jornada, vamos brigar pelos 11% de reajuste, porque não recebemos nada”, acrescenta.

O líder sindical adianta que será submetida à assembleia proposta de paralisação das atividades por um dia hoje e, caso não ocorra progresso na negociação, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado.

Conforme Jasminor, se a greve for aprovada, vários serviços serão prejudicados na autarquia, inclusive operações de rua e leitura. “A lei diz que pelo menos 30% dos trabalhadores devem continuar em suas atividades e vamos definir quem continuará trabalhando. Nós ficamos tristes com esse caos, porque o Codau tem como repassar esse aumento, mas não quer”, disse em entrevista à Rádio JM, esta semana.

Já a direção do Codau posicionou em nota que a fase de negociação salarial já foi encerrada e a categoria aceitou o aumento do tíquete-alimentação. O texto também reitera que não existe possibilidade de atender à reivindicação de reajuste de 11%, porque a grave crise econômica do país trouxe reflexos diretos no orçamento do município.

Além disso, a nota pondera que foi acertado com o sindicato que a redução na carga horária seria analisada tecnicamente, em conjunto com servidores, e seria necessário um período de 90 dias para uma posição sobre a questão. “Essa fase ainda não terminou e deixamos claro desde o início para o sindicato que a proposta poderia avançar somente se não houvesse prejuízos financeiros para a autarquia”, continua o texto.

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