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Conforme Jasminor Ferreira da Costa, se a greve for aprovada, vários serviços serão prejudicados na autarquia
Trabalhadores do Codau realizam assembleia nesta segunda-feira com indicativo de greve. A categoria pode paralisar atividades hoje para reivindicar reajuste salarial de 11%. A autarquia ofereceu apenas aumento no valor do tíquete-alimentação aos funcionários, este ano.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água de Uberaba (Sindae), Jasminor Ferreira da Costa, afirma que a categoria havia aceitado receber apenas o acréscimo no tíquete porque estava sendo negociada a redução da jornada diária de trabalho de oito para seis horas. No entanto, ele argumenta que a direção do Codau não aprovou a jornada menor. “Já que não avançou a redução da jornada, vamos brigar pelos 11% de reajuste, porque não recebemos nada”, acrescenta.
O líder sindical adianta que será submetida à assembleia proposta de paralisação das atividades por um dia hoje e, caso não ocorra progresso na negociação, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado.
Conforme Jasminor, se a greve for aprovada, vários serviços serão prejudicados na autarquia, inclusive operações de rua e leitura. “A lei diz que pelo menos 30% dos trabalhadores devem continuar em suas atividades e vamos definir quem continuará trabalhando. Nós ficamos tristes com esse caos, porque o Codau tem como repassar esse aumento, mas não quer”, disse em entrevista à Rádio JM, esta semana.
Já a direção do Codau posicionou em nota que a fase de negociação salarial já foi encerrada e a categoria aceitou o aumento do tíquete-alimentação. O texto também reitera que não existe possibilidade de atender à reivindicação de reajuste de 11%, porque a grave crise econômica do país trouxe reflexos diretos no orçamento do município.
Além disso, a nota pondera que foi acertado com o sindicato que a redução na carga horária seria analisada tecnicamente, em conjunto com servidores, e seria necessário um período de 90 dias para uma posição sobre a questão. “Essa fase ainda não terminou e deixamos claro desde o início para o sindicato que a proposta poderia avançar somente se não houvesse prejuízos financeiros para a autarquia”, continua o texto.