Presidente dos EUA projeta mais duas a três semanas de conflito e defende ofensiva como essencial para a segurança global
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em discurso à nação, na Casa Branca, que o Irã “não é mais uma ameaça” e que a guerra no Oriente Médio está “quase no fim”. Segundo ele, o envolvimento militar deve durar mais duas a três semanas.
Durante a fala, Trump classificou o conflito como necessário para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. O presidente também descreveu a ofensiva como parte de um esforço mais amplo para conter o que chamou de décadas de violência por parte do regime iraniano e seus aliados.
“Para esses terroristas, ter armas nucleares seria uma ameaça intolerável”, afirmou. Ele ainda declarou que a ação militar busca garantir a segurança dos Estados Unidos e de seus aliados, além de criticar governos anteriores por não terem enfrentado o Irã de forma mais incisiva.
O conflito teve início após uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. A operação também atingiu autoridades do alto escalão e estruturas militares do país.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos ligados aos EUA e a Israel em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
O confronto também se expandiu para o Líbano, após ações do grupo Hezbollah contra Israel, seguidas por ataques israelenses em território libanês.
Segundo organizações de direitos humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca confirmou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques.
Após a morte de Ali Khamenei, o país nomeou como novo líder supremo Mojtaba Khamenei, filho do antigo dirigente. Trump criticou a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o nome seria “inaceitável” para a liderança iraniana.