O presidente dos EUA intensificou retórica contra Havana enquanto negociações bilaterais e uma grave crise econômica abalam a ilha
O presidente dos EUA aumenta a tensão internacional ao afirmar que pode “tomar” o país, enquanto negociações bilaterais ocorrem em meio à grave crise econômica (Foto/Divulgação)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou ainda mais a pressão sobre Cuba ao afirmar que espera ter a “honra” de, de alguma forma, tomar o país e que pode “fazer o que quiser” com o país. As declarações foram feitas no início de conversas entre Cuba e os EUA destinadas a melhorar relações que se tornaram extremamente tensas ao longo dos últimos anos.
Trump disse aos repórteres que considera uma grande honra “tomar Cuba” e que, seja liberando-a ou controlando-a, acredita que tem autoridade para agir como bem entender.
Segundo relatos do The New York Times, uma das metas norte‑americanas nas tratativas é que o presidente cubano, Miguel Díaz‑Canel, deixe o poder, embora detalhes dos próximos passos fiquem a cargo dos negociadores cubanos. Cuba, por sua vez, rejeita qualquer interferência em seus assuntos internos, defendendo que o diálogo respeite a soberania e autodeterminação dos países.
Díaz‑Canel, que assumiu a liderança após os irmãos Castro, afirmou recentemente que espera que as negociações ocorram com igualdade e respeito mútuo.
As declarações de Trump surgem em meio a uma profunda crise econômica e energética em Cuba, acentuada por um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA após a captura do ex‑presidente venezuelano Nicolás Maduro. Essa política tem contribuído para uma paralisação significativa da economia cubana.
A Casa Branca ainda não esclareceu qual seria a base legal para qualquer ação direta em Cuba, e o histórico de líderes americanos desde a crise dos mísseis de 1962 tem sido de evitar invasões ao país.