POLÍTICA

TSE cassa mandato de deputados que pediram voto em ato religioso em 2014

Os ministros determinaram a execução imediata da decisão, a partir de sua publicação, com o afastamento dos políticos cassados e a posse dos suplentes

Marconi Lima
Publicado em 27/08/2018 às 07:39Atualizado em 17/12/2022 às 12:56
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Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a cassação dos mandatos e a inelegibilidade por oito anos do deputado federal Franklin Roberto Souza (PP-MG) e do deputado estadual Márcio José Oliveira (PR-MG) por abuso de poder econômico praticado nas Eleições Gerais de 2014. Os ministros determinaram a execução imediata da decisão, a partir de sua publicação, com o afastamento dos políticos cassados e a posse dos suplentes, sendo desnecessário aguardar o trânsito em julgado da decisão.

Em entendimento firmado por maioria de votos, os ministros rejeitaram recurso dos políticos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) que os condenou por terem participado de evento religioso.

Nesse evento, segundo a denúncia, um líder religioso teria pedido aos fiéis votos para os então candidatos. O evento, que custou R$1 milhão, ocorreu no dia 4 de outubro de 2014, véspera da eleição, e contou com a presença de cinco mil pessoas.

Os ministros acompanharam o voto da ministra Rosa Weber. Ela afirmou que, ao encerrar o encontro religioso, o líder do evento solicitou que cada fiel obtivesse “mais dez votos” para os candidatos.

A magistrada destacou ainda que, no evento, ocorrido na Praça da Estação em Belo Horizonte, houve farta distribuição de panfletos em favor dos candidatos apoiados.

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