Uberaba registrou uma desaceleração na geração de empregos em abril, se comparado com março, quando 743 novos postos de trabalho foram criados. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no quarto mês do ano, 188 novos empregos foram gerados no município.
Apesar da queda de 74,69% na criação de novas vagas de trabalho, Uberaba conseguiu saldo positivo pelo quarto mês consecutivo. Em abril, foram contratados 5.010 trabalhadores, enquanto 4.822 foram desligados. Atualmente, 98.130 trabalhadores estão em situação formal, com carteira assinada no município.
Dos cinco grandes grupamentos econômicos, em três deles o saldo de geração de empregos foi positivo em Uberaba. O destaque ficou por conta do setor de serviços, com 122 novos empregos, seguido pela indústria, com 114, e agropecuária, com 98. Já o comércio e a construção tiveram revés e fecharam 107 e 39 vagas, respectivamente.
O maior número de trabalhadores formais, em Uberaba, está empregado no setor de serviços, são 45.499. E o menor é na agropecuária, com 4.534.
As mulheres lideraram o maior número de novos empregos criados em abril, com 102 vagas, enquanto os homens obtiveram 86. Em relação à faixa etária, foram abertas 139 vagas para os trabalhadores entre 18 a 24 anos. Sobre o grau de instrução, foram 123 vagas para quem tem ensino médio completo.
Em abril, foram gerados no país 85.888 postos de trabalho com carteira assinada, resultante de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos no mês. No acumulado do ano, foram 699.762 novos postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro de 2025. Nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%), seguido da construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%), e a indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%).
No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Dos postos de trabalho gerados, 85,32% podem ser considerados típicos e 14,68% não típicos, majoritariamente 30 horas ou menos (+22.028) e aprendizes (+8.772). (ML)