Realizada ontem a primeira reunião técnica para discutir implantação da fábrica de cimento, com a presença do novo presidente da Vale
Realizada ontem a primeira reunião técnica para discutir a implantação da fábrica de cimento com tecnologia chinesa, com a presença do novo presidente da Vale Fertilizantes (Fosfértil), Eduardo Bartolomeu. A discussão, ocorrida na sede no complexo industrial, no DI-3, contou com a participação do prefeito Anderson Adauto (PMDB), do secretário do Desenvolvimento Econômico, Carlos Assis, e ainda de representantes das empresas privadas interessadas em viabilizar o empreendimento em Uberaba.
Conforme Carlos Assis, a reunião foi muito positiva, pois houve o posicionamento claro e contundente da participação no detalhamento do projeto de viabilidade econômica pela Vale Fertilizantes. O investimento, estimado em R$250 milhões, envolve a recuperação de enxofre a partir do fosfogesso para a produção de cimento e de acido sulfúrico. Este montante corresponde a uma fábrica responsável pela produção de uma tonelada de cimento e outra de acido sulfúrico, conforme os estudos preliminares.
Entretanto, o secretário explica que o grupo está ciente que a concretização do projeto depende do estudo de viabilidade-econômica - ainda em processo de elaboração. Por outro lado, ele comenta que, a partir da reunião realizada ontem, esta etapa contará com a participação direta da Vale Fertilizantes. “Inclusive, a contribuição pode envolver até o financiamento do estudo em parceria com as empresas privadas”, diz.
Carlos Assis revela que toda a discussão também envolve a Sinoma Internacional Engineering - empresa chinesa que detém toda a tecnologia para o desenvolvimento do projeto da fábrica de cimento. “Ela tem todo interesse em participar das negociações por ser potencial fornecedor dos serviços de engenharia e do maquinário para viabilizar o empreendimento”, diz.
A partir da reunião, o grupo de trabalho irá promover outra rodada de discussão para definir qual será o nível de detalhamento de cada parte envolvida no projeto de viabilidade econômica. “Estamos caminhando”, conclui o secretário.