POLÍTICA

Vereador defende a não redução da estrutura de assessoria da Câmara

Hoje, cada um dos 14 vereadores pode contratar até 16 assessores e conta com verba de R$30 mil para remuneração

Marconi Lima
Publicado em 21/08/2015 às 11:00Atualizado em 16/12/2022 às 22:41
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Em meio à discussão sobre o número de vereadores na próxima Legislatura, a última reunião ordinária da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) foi marcada por debate sobre outra questão que, de certa forma, está ligada à definição da quantidade de cadeiras a partir de 2017: o número de assessores por gabinete e a verba para o pagamento desses servidores.

Hoje, cada um dos 14 vereadores pode contratar até 16 assessores e conta com uma verba de R$30 mil para remuneração. O movimento Coalizão pela Reforma Democrática, que está em campanha pelo aumento no número de vereadores em Uberaba, defende a redução dos contratados nos gabinetes.

O vereador Samir Cecílio (PSDB) disse que é preciso investir em qualidade, que os assessores são importantes para o trabalho do vereador. Ele garantiu que contratou nove assessores. “Preferi remunerá-los melhor a ter o quadro completo que a lei permite”, disse. Samir disse que aceita até mesmo a redução de seu subsídio, mas não admite que se mexa na assessoria.

O vereador Marcelo Machado Borges, Borjão (DEM), foi o único a se posicionar objetivamente contra o aumento do número de vereadores e disse não concordar com discursos demagogos que falam em redução de salários de vereadores e da estrutura de assessoria. “Sou contra o aumento do número de vereadores e a redução de salários dos vereadores. Se trabalhamos, temos de ganhar para isto. Não é porque se trata de ano eleitoral que irei mudar minha postura, continuarei trabalhando da mesma forma, até o último dia de meu mandato. Não aceito demagogia”, concluiu.

O presidente do Legislativo, Luiz Dutra (SD), disse que aqueles que defendem uma solução rápida para o número de vagas na Câmara Municipal estão interessados na matemática a ser adotada para a filiação em um ou outro partido. “Se o prazo para estarem em um partido termina agora, que o façam por ideologia e identidade com a sigla, pois a questão na Câmara Municipal será debatida no momento adequado”, diz Dutra.

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