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Vereador João Gilberto Ripposati levou uma cobra ao plenário para defender um TAC para a urbanização de avenida no Alfredo Freire
Usando a tribuna livre da Câmara, o primeiro-secretário da Mesa Diretora e relator da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), cobrou da Prefeitura que assine o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público visando à urbanização de área verde na avenida Eduardo Tahan, no conjunto Alfredo Freire 1. Para justificar seu posicionamento, o tucano levou uma cobra cascavel capturada no local – morta e depositada em um vidro – e citou relatos de moradores de que a situação tem se mostrado comum. “As cobras estão entrando nas casas. Recentemente um adolescente foi picado e ficou 15 dias na UTI; animais de estimação estão sendo mortos, enquanto as crianças brincam na região sem noção dos riscos”, disse Ripposati, que antes do pronunciamento se reuniu com a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Claudine Bettarello, a quem solicitou agilidade no procedimento. Ele lembra que desde 2009 tramita no MP o pedido de urbanização da área verde, sendo que à época a Promotoria Especializada abriu inquérito para investigar a situação e realizou audiências. Na última audiência, em agosto do ano passado, a promotora acordou com a Prefeitura a execução do projeto de urbanização elaborado pela Secretaria de Planejamento e aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente, celebrando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que ainda não foi assinado pelo município sob a alegação de falta de dotação orçamentária para cumpri-lo. O valor do projeto de urbanização é de R$110 mil, informa Ripposati. “Onde está o dinheiro do fundo municipal do meio ambiente?”, questiona o vereador, destacando que esse recurso é para reservas ambientais como a do Alfredo Freire. Segundo o tucano, o TAC prevê a construção de uma mureta com cerca de um metro de altura, mais alambrado, além da urbanização da área. “Enquanto o município demora, pode sofrer as consequências. Hoje sofre com o desgaste político”, avalia Ripposati, acrescentando que os moradores estão inseguros e apreensivos.