Crédit Rodrigo Garcia/CMU
A definição quanto à implantação do gasoduto e, consequentemente, da planta de amônia no Distrito Industrial 3 foi discutida em plenário durante as reuniões ordinárias da semana que passou na Câmara Municipal de Uberaba (CMU).
O vereador Samuel Pereira (PR) fez uso da Tribuna Livre e ressaltou que este momento de mudança no governo federal pode ser ideal para que se concretize um dos maiores investimentos da história recente de Uberaba. O parlamentar fez um relato histórico de todo o processo que resultou no início das obras da planta de amônia, incluindo os protocolos assinados e os anúncios do então governador Aécio Neves (PSDB) e da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), que veio a Uberaba lançar a pedra fundamental da fábrica.
Sem a viabilização do gasoduto, a planta de amônia teve o ritmo das obras reduzido. Aí o vereador lembra a chegada da crise da Petrobras e os seus processos de desinvestimentos, que culminaram na paralisação de tudo. O vereador se mostrou preocupado com toda a preparação feita pela cidade e com a vinda de trabalhadores, com suas famílias, e que agora estão sem o trabalho, à espera de definição.
Samuel fez um apelo para a união de forças políticas, classistas e empresariais em favor do projeto, que poderá mudar o perfil econômico da cidade. Para ele, o gasoduto, aliado à planta de amônia, representa a terceira etapa do desenvolvimento econômico da história da cidade, após a chegada do zebu e a implantação da Fosfértil (hoje Vale Fertilizantes). “Não vamos nos conformar. O que queremos são posturas pontuais, verdadeiras e firmes. Uma resposta de quem pode oferecê-las”, cobrou Samuel.