Vereadora Denise Max (PR) cobrou do Poder Executivo, pela terceira vez, a implantação do aplicativo “Botão do Pânico”. O pedido foi realizado na manhã de ontem, durante sessão plenária. O intuito da ferramenta é inibir a violência contra as mulheres. Na ocasião, Denise relembrou que já havia solicitado a implantação do aplicativo em duas oportunidades: uma em 2013 e outra no fim de 2016. Ela lamentou também o fato de a iniciativa, mesmo não sendo dispendiosa, não ter recebido a “devida atenção do município. Uberlândia, mais uma vez, está sendo a primeira dos municípios mineiros”, afirmou. A parlamentar, durante o protesto, revelou já ter sido vítima de violência doméstica e ressaltou a importância da iniciativa. “Se tivesse o aplicativo, talvez eu não teria passado por situações que quase me levaram à morte. Tanto para a polícia quanto para as mulheres, é uma ferramenta de extrema importância para salvar vidas”, ressaltou. Ao encerrar a fala, Denise solicitou o apoio de todos os parlamentares. Botão do pânico. O dispositivo, parecido com um telefone celular, foi desenvolvido e aprovado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP), em Vitória (ES). Quando acionado, o aparelho emite alerta à polícia, com dados e a localização geográfica da vítima e do agressor. Ao mesmo tempo, um microfone é acionado para gravar sons externos e o material poderá ser usado, posteriormente, como prova do delito. O intuito é disponibilizá-lo para mulheres que solicitaram medida protetiva de aproximação e contato, com base na Lei Maria da Penha, e para quem queira usá-lo.