Os vereadores Marcelo Machado Borges (PMDB), João Gilberto Ripposati (PSDB) e Carlos Alberto de Godoy (PTB) se manifestaram...
Os vereadores Marcelo Machado Borges (PMDB), João Gilberto Ripposati (PSDB) e Carlos Alberto de Godoy (PTB) se manifestaram ontem na Tribuna Livre sobre a decisão do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, de extinguir a necessidade de diploma para a profissão de jornalista. Para eles, a atitude representa uma ofensa à Educação.
Ripposati solicitou que a Câmara dos Deputados aprove lei que regulamente a profissão. Borjão, por outro lado, apresentou uma moção de repúdio a Mendes, no sentido de mostrar sua insatisfação mediante o que ele considera uma decisão equivocada.
Já o vereador Godoy, que também é professor, lembrou que, ao tomar esta atitude, Mendes não pensou na profissionalização e, muito menos, no desestímulo à Educação, principalmente de nível superior. “Conheço pessoas que são minhas amigas e que escrevem para jornais e não são jornalistas. Eu as respeito. Mas temos os espaços para a liberdade de expressão nos jornais, que podem ser usados pelos articulistas e colunistas. O trabalho profissional do jornalista, no dia-a-dia, com sua formação técnica, que engloba psicologia social, filosofia, teoria da comunicação, ética, entre outras disciplinas, não deve ser ignorado dentro do contexto do que o jornalista representa para a sociedade”, disse Godoy.
Para ele, quem não tem diploma, mas quer exercer a profissão, deve buscar uma formação profissional, ou mesmo escrever artigos e colunas, o que garante seu direito de se expressar livremente, sem ferir a Constituição Federal. O que não se pode, disse o vereador, é desestimular a formação profissional em todos os seus segmentos. “Assim como respeito a opinião de todos, quero que respeitem a minha. Sou um defensor da Educação e da profissionalização e uma decisão desta fere os meus princípios”, destacou.