POLÍTICA

Vereadores criticam sindicatos por percentual de reajuste do servidor

Para os vereadores uberabenses, a Prefeitura de Uberaba não concedeu aumento aos servidores públicos, mas fez somente uma correção salarial

Mára Santos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:04
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Para os vereadores uberabenses, a Prefeitura de Uberaba não concedeu aumento aos servidores públicos, mas fez somente uma correção salarial. O valor desta correção, que é de 5,7%, após inúmeras discussões no plenário e a aprovação de uma redação final, ficou definido que será dividido na folha de pagamento em duas vezes, sendo 3% a partir do salário de maio e mais 2,7% a partir do de agosto.

Para fazer a defesa da matéria, esteve presente na reunião o secretário da Fazenda, Wellington Fontes, que voltou a lembrar a queda de arrecadação, para justificar o valor do “reajuste”. Os representantes do Sindicato dos Educadores Municipais (Sindemu), Rosângela Valim, e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), José Jorge Oliveira, acompanharam a discussão.

Durante a votação do projeto, os vereadores enfatizaram o desgosto com o valor da correção. O vereador Almir Silva (PR), que encaminhou vários requerimentos desde o início do ano, solicitando um reajuste digno para os servidores, demonstrou sua insatisfação. “Pedi respeito ao servidor e agora vem um reajuste deste? Conseguimos melhorar ao dividir em apenas duas vezes, mas mesmo assim é um absurdo!”, destacou.

O vice-presidente da Câmara, vereador Afrânio Cardoso Lara Resende (PP), fez um desabafo, ao falar que a “correção de 5,7% não era nada”. Ele disse ainda que “não acreditava mais na valorização do servidor, neste mandato do prefeito Anderson Adauto”. O 1º secretário da Casa, Luiz Humberto Dutra (PDT), afirmou que os vereadores estavam em uma encruzilhada, “pois pediram ao prefeito um aumento justo para o servidor, mas chegava para votação um projeto, com o aval do sindicato, com uma correção absurda”. O vereador Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) e o presidente Lourival dos Santos (PDT) tacharam a correção de ridícula. “Não concordo, voto contrariado, pois sei que se não votarmos, quem perde é o servidor. Mas isso é uma ‘merreca’!”, enfatizou Ribeiro.

Críticas. Tanto Samuel Pereira (PR), quanto Marcelo Machado Borges (PMDB), destacaram que o Sindicato errou ao aceitar o valor da correção, sem trazer a discussão também para os vereadores, que poderiam tentar uma negociação melhor com o prefeito. O vereador Jorge Ferreira (PMN), também se mostrou insatisfeito com a correção e afirmou que gostaria de votar não, mas entendia que o servidor sairia mais prejudicado do que estava. O socialista Antônio dos Reis Gonçalves Lerin teceu inúmeras críticas à correção; questionou se os sindicatos fizeram pesquisa em cidades com o mesmo porte de Uberaba e fez um desafi “Quero saber se o reajuste que estão comentando para a tarifa de água será igual ao aumento dado para o servidor?!”.

O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) questionou se o Sindicato levou a proposta de correção de 5,7% para discussão com a base. Segundo Rosângela Valim, por uma questão de autonomia da direção executiva dos sindicatos, devido ao tempo exíguo da discussão, a decisão de aceitar o valor foi tomada sem uma definição junto à base.

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