Os dois vereadores democratas com assento na Câmara de Uberaba, Marcelo Borjão e Itamar Ribeiro, votaram à revelia do partido
Os dois vereadores democratas com assento na Câmara de Uberaba, Marcelo Borjão e Itamar Ribeiro, votaram à revelia do partido na manutenção das 14 cadeiras para a próxima legislatura. É fato que o comando do DEM não orientou a votação dos seus filiados, como informou a presidente do Diretório Municipal, advogada Eclair Gonçalves, em entrevista ao programa Conexão JM – “porque entendemos que esta discussão cabia à Câmara” –, mas a decisão incomodou.
De acordo com a dirigente partidária, o DEM formou chapa completa para a disputa à CMU e preferia 21 ou 19 cadeiras. “Como presidente do Democratas, penso que houve redução da participação da sociedade, porque o parlamento é o espaço onde as diversas pessoas e segmentos podem estar representados”, disse Eclair, para quem, ainda, quanto menor o número de vereadores, mais suscetível fica a Casa à influência do Executivo.
Os mesmos Borjão e Itamar tiveram seus nomes lançados, sexta-feira, para a corrida à sucessão municipal, ação que faz parte da estratégia do DEM de ser um dos protagonistas do pleito deste ano, dentro do grupo de oposição à atual administração. Conforme relata, são dez partidos à mesa discutindo e apresentando seus pré-candidatos, processo que considera importante para a democracia. ”A partir disso se chega a bons nomes e boas propostas”, afirma Eclair, revelando que se busca um candidato com viabilidade política, densidade eleitoral e capacidade para entregar um projeto para Uberaba. Ela ainda pondera que embora o grupo já esteja discutindo o processo sucessório de Uberaba, é preciso ficar claro que não há nada fechado, que posições futuras poderão ser inseridas e discutidas na roda.
Nesse sentido, Eclair analisa a declaração do deputado federal Marcos Montes (PSD), de que o grupo veria com bons olhos a pré-candidatura de Paulo Piau – que é da base aliada ao prefeito Anderson Adauto, mas não tem seu apoio. Em que pese admitir que MM causou surpresa, ela pondera assegurando que a fala é fruto da dinâmica da política.