Divulgação
Vereadores da Comissão de Saúde visitaram ontem as UPAs para verificar o atendimento aos usuários A paralisação dos médicos nas unidades de pronto-atendimento (UPAs) em Uberaba motivou o pedido do cancelamento do contrato entre a Prefeitura e a gestora das UPAs. A solicitação partiu de vereadores durante reunião ordinária na Câmara Municipal de Uberaba (CMU). O contrato firmado entre o município de Uberaba e a empresa Pró-Saúde voltou a ser assunto no Legislativo pela segunda vez este ano. O vereador Samuel Pereira (PR) solicitou que a Comissão Permanente de Saúde buscasse respaldo junto à Promotoria Pública, a fim de averiguar o real motivo da paralisação. Os médicos são funcionários vinculados à Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar - Pró-Saúde, gestora das UPAs, e pela segunda vez este ano paralisa o trabalho por falta de pagamento salarial. “Está evidente a má gestão das UPAs de Uberaba, caso contrário as greves não estariam acontecendo novamente”, afirmou. O presidente da Comissão de Saúde, Franco Cartafina (PHS), lembrou que a Câmara Municipal autorizou a contratação de uma organização social. Disse que na ocasião seu voto foi contrário, mas o projeto foi aprovado. Ressaltou que manifestou sua dúvida quanto à lisura do processo licitatório, mas a Pró-Saúde foi a vencedora de um contrato milionário. Instituição que, segundo o vereador, carregava inúmeros processos de protestos e dívidas. Franco informou que a Pró-Saúde “quarteirizou” o serviço contratando uma empresa para fazer o pagamento dos profissionais. Ressaltou que agora a presença do Conselho Municipal da Saúde está fazendo falta para ajudar a fazer o controle social. Na reunião de prestação de contas da Secretaria da Saúde, que será realizada na sexta-feira (17), às 9h, no plenário da CMU, Franco disse que gostaria da presença dos vereadores e que somente irá participar da reunião se estiver presente um representante da Pró-Saúde. Diante dos muitos questionamentos envolvendo a Pró-Saúde e por não estar presente quando foi aprovada a lei que autorizou a terceirização da saúde, Alan Carlos (PEN) ressaltou que é preciso rever a legislação e o contrato feito com a empresa. O líder do prefeito, Almir Silva (PR), destacou que Paulo Piau (PMDB) tem cobrado da Pró-Saúde mais competência no trabalho que executa. Quanto à paralisação dos médicos, disse não entender o motivo, uma vez que a Prefeitura não tem débitos com a associação e que os pagamentos estão dentro do previsto no cronograma. “Na segunda-feira (20), a Prefeitura irá depositar na conta da associação o valor de R$1,1 milhão”, informou o líder do prefeito. Já o vereador Agnaldo Silva (PSD) argumentou que alguns serviços básicos do município não devem ser terceirizados. Ainda na tarde de ontem, os membros da Comissão de Saúde da Câmara Municipal visitou as UPAs da cidade para acompanhar o atendimento aos pacientes.