POLÍTICA

Vereadores se irritam com proposta de parcelar emendas até fevereiro

Publicado em 09/11/2011 às 23:08Atualizado em 19/12/2022 às 21:28
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Caiu como uma bomba ontem na Câmara a informação de que o prefeito Anderson Adauto (PMDB) não vai pagar a integralidade das emendas parlamentares orçamentárias referentes ao exercício de 2011. Nos bastidores da Casa o comentário é de que os vereadores podem endurecer o jogo para cima de AA, através de ações regimentais, que na prática atrasam a tramitação de matérias de interesse da Prefeitura.

A insatisfação, como colocou o presidente do Legislativo, Luiz Dutra (PDT), pode trazer uma ou outra reação, ao que Itamar Ribeiro (DEM) disparou que “se tivéssemos um pouquinho mais de pulso, pararíamos o Executivo”. Da tribuna o também democrata Marcelo Borjão reiterou que a palavra do prefeito e risco n’água são a mesma coisa e conclamou os colegas a reagirem ao que chamou de vergonha e enganação, ou então “podemos assumir o papel de bobocas, como o Anderson já nos chamou”.

A proposta em questão, segundo informou o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças do Legislativo, vereador Samuel Pereira (PR) – apresentada anteontem à noite aos integrantes do colegiado –, inclui a liberação de um total de R$1 milhão até fevereiro de 2012. O valor é bem aquém ao que deveria ser repassado às entidades indicadas pelos vereadores, já que cada um deles teria R$130 mil em emendas individuais, totalizando R$1,820 milhão.

Em setembro a PMU liberou R$353 mil, ou seja, levando em conta a proposta de AA, faltam pouco mais de R$640 mil para o repasse terminar. Conforme Samuel, a intenção do prefeito é liberar R$200 mil em 15 dias e o restante em janeiro e fevereiro. “É muito pouco, é ruim”, afirma o vereador, revelando que Anderson queria uma resposta imediata, o que não aconteceu. Ele defende o cumprimento do acordado, mesmo que a PMU esteja em contenção de despesas, especialmente porque as entidades estão sendo penalizadas. Para Dutra, quando se fala em falta de recursos, ou é resultado de planejamento malfeito ou porque foram priorizados gastos em outros locais. “Houve um acordo com o prefeito para o pagamento das emendas. Espero que ele cumpra o trato e não tapeie os vereadores. Não estamos para brincadeira!”, afirmou o pedetista.

Já o líder governista Cléber Cabeludo (PMDB) reforça as cobranças das entidades, lembrando que elas esperam o ano inteiro pelas emendas, as quais ele deseja que sejam pagas.

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