Os integrantes da Comissão Permanente de Educação e Cultura se reuniram com os representantes do Sindemu, Sind-UTE e Sinpro
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Vereadores das comissões de Educação e de Finanças se reuniram com as lideranças sindicais do movimento
Os integrantes da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) se reuniram com os representantes do Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba (Sindemu), Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-Minas).
Os vereadores Rubério Santos (PMDB), presidente; Ronaldo Amâncio (PTB), relator; Alan Carlos da Silva (PEN), vogal, e Cleomar Barbeirinho (PHS), suplente, e o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Agnaldo Silva (PSD), conversaram com os representantes dos educadores sobre a greve na rede municipal de ensino.
De acordo com o presidente do Sindemu, Adislau Leite, as negociações do município com a categoria sequer foram abertas, já que consideram que “0% não é proposta”. Também denunciaram possíveis coações aos profissionais da Educação, entregando documento expedido pela Secretaria Municipal que determina o lançamento das faltas dos grevistas na folha de ponto. Reivindicam ainda o repasse do percentual proporcional de reajuste do piso nacional, da ordem de 7,64%, além de perdas inflacionárias, entre outros pontos.
Os vereadores assumiram o compromisso de agendar reunião com a secretária de Educação, Silvana Elias. O objetivo é apresentar as questões levadas e debatidas na reunião e buscar a reabertura das negociações entre o Executivo e a categoria.
Rubério destacou que a busca pela melhoria salarial é justa e o diálogo, fundamental para o bom entendimento. “Temos de buscar soluções para não prejudicar nem uma das partes, principalmente a população”, salientou.
O vereador Agnaldo Silva chamou a atenção para o fato de que, com o aumento da demanda na Educação em Uberaba, os 15% de reajuste do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2015 para 2016 talvez não tenham sido suficientes para cobrir esses custos.
Os vereadores pretendem agendar ainda para hoje a reunião com a administração.