A criação da agência regional de desenvolvimento começou a ser desenhada junto com o projeto da região metropolitana do Triângulo Mineiro
O vice-governador Paulo Brant (Novo) afirma que Estado está aberto a ajudar municípios na criação da Agência Regional de Desenvolvimento Econômico, mas não se compromete em relação a recursos para dar suporte à proposta. Questionado por jornalistas sobre os problemas financeiros do Estado e a possibilidade de apoio para a consolidação da agência, Brant argumentou que a crise não vai durar para sempre.
No entanto, o vice posicionou que o suporte do governo estadual não precisa ser em dinheiro, mas com medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental ou mesmo ações em torno da carga tributária. “Estado obviamente pode ajudar. Não só com dinheiro, mas com a melhoria processo de licenciamento ambiental e melhoria do sistema de tributação. Há uma série de coisas que podemos fazer sem colocar recurso, facilitando e colaborando junto [com os municípios]”, salienta.
Brant ainda elogiou a iniciativa de criação da agência regional de desenvolvimento e ressaltou que a construção política realizada pelos gestores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba se trata de uma proposta inovadora. Segundo ele, há interesse do Estado de apresentar o modelo para outras regiões. “Viemos aprender e vamos apoiar muito. É uma experiência revolucionária em Minas Gerais”, declara.
A criação da agência regional de desenvolvimento começou a ser desenhada junto com o projeto da região metropolitana do Triângulo Mineiro, ainda no primeiro mandato do prefeito Paulo Piau (MDB). A proposta da metrópole chegou a ser colocada em tramitação na Assembleia Legislativa, mas não prosperou e acabou arquivada.
Mesmo sem a região metropolitana, desde 2017, Piau continuou articulando com os gestores da região para viabilizar a agência regional. Um modelo de negócios, inclusive, está sendo elaborado pelo Sebrae para efetivar a proposta.