Rodrigo Garcia/CMU
Diferença de posicionamentos do líder, do vice-líder e do subsecretário de Esportes, que acompanhou a sessão, rendeu alerta do secretário do Legislativo A votação do veto total à Proposição de Lei 11.796, que cria os jogos municipais da terceira idade, expôs a disputa de espaço entre o líder e o vice-líder governista na Câmara e mais, que, ao menos ontem, eles não estavam afinados nas colocações em plenário em nome do Executivo. A situação chegou a ponto de o primeiro-secretário da Mesa Diretora, vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), sugerir que os colegas Luiz Dutra (SDD) e Kaká Se Liga (PSL), respectivamente, entrassem em sintonia. O recado também foi dirigido ao subsecretário de Esportes, Itamar Ribeiro, já que, segundo o tucano, cada um dos três apresentou uma solução diferente com objetivo de convencer o autor da proposta, o vereador Afrânio Lara Resende (Pros), a acatar o veto, sem mais embates. No entanto, a essa altura, a Câmara discutia o tema fazia quase uma hora, ao que o vereador Marcelo Borjão (DEM) classificou o debate como “lero-lero” que não leva a nada. O impasse surgiu após Afrânio solicitar ao líder governista uma garantia do Executivo de que trará projeto similar para votação na Câmara, já que a lei foi vetada por conter vício de iniciativa, ou seja, é de atribuição do município. Dutra pediu paciência ao colega para buscar contato com o prefeito Paulo Piau (PMDB) e, nesse meio-tempo, o subsecretário pediu a manutenção do veto com o compromisso de implantar os jogos da terceira idade no segundo semestre. Antes que conseguisse falar com PP, Dutra foi surpreendido com a manifestação de Kaká, no plenário, de que o Executivo trará o projeto à Câmara em março, comprometendo-se a colocá-lo em prática a partir do segundo semestre, como havia dito Itamar. Afrânio pressionou o subsecretário para que ele se comprometesse em trazer a proposição de lei, ao que o ex-vereador foi taxativ “Não posso ser leviano de fazer esse compromisso aqui, vim para afirmar que vamos aplicar no segundo semestre”. Samir Cecílio (SDD) avaliou a situação como resultado do “afã do poder pelo poder” e, chamando-o de irmão, dirigiu-se a Kaká para declarar que não vê necessidade de vice-líder na Casa, que já tem o líder e “ainda por cima [o governo] põe outro aqui para ficar vigiando [os vereadores]”. Ele avalia que não está difícil para o Executivo afinar com o Legislativo, basta ter mais competência política para lidar com a Casa. “Quando mandar um veto, já traga o projeto junto”, ensinou Samir. Diante da situação, Afrânio pediu à Mesa que abrisse a votação, que terminou empatada em sete a sete, mantendo-se o veto conforme previsto no Regimento Interno da Câmara, nesses casos.