O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, na Rádio JM, ao lado do diretor do Grupo JM, Luiz Ciabotti, e do jornalista François Ramos (Foto/Divulgação)
Em visita a Uberaba nessa quarta-feira (29), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) reafirmou sua pré-candidatura à Presidência da República e avaliou que o cenário eleitoral de 2026 ainda deverá passar por mudanças até o período de campanha. Em entrevista ao programa Pingo do J especial, da Rádio JM, o pré-candidato disse que as pesquisas de intenção de voto refletem apenas o momento atual e defendeu que a decisão do eleitor costuma ocorrer nas semanas finais antes da eleição.
Ao comentar o desempenho nas pesquisas, Zema citou sua eleição ao governo de Minas, em 2018, para sustentar a avaliação de que o quadro pode mudar ao longo da campanha. Segundo ele, o eleitor brasileiro costuma definir o voto mais próximo do pleito. “A pesquisa precisa ser considerada, respeitada, serve para análise, mas tudo muda no último momento. Em Minas Gerais, a minha situação só mudou quando comecei a participar dos debates, já na reta final”, afirmou.
Durante a entrevista, o ex-governador também descartou, neste momento, uma composição com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apesar de confirmar que já houve conversas entre os dois. Zema explicou que o Diretório Nacional do Novo já oficializou seu nome como candidato à Presidência e afirmou que pretende manter a candidatura. “Nós sempre nos demos muito bem, mas isso não depende só de nós. O Novo já sacramentou meu nome para disputar a Presidência da República e vamos seguir construindo essa candidatura”, declarou.
Zema ainda reconheceu que ampliar o conhecimento de seu nome em outras regiões do país, especialmente no Nordeste, é um dos desafios da campanha. Segundo ele, a estratégia inclui viagens aos estados da região e maior presença nas redes sociais. O ex-governador afirmou, ainda, que espera contar com o apoio de outros candidatos do campo da direita em um eventual segundo turno e disse que, caso seja eleito presidente, pretende reduzir juros, melhorar a economia com a redução da “gastança” do governo e dar continuidade a investimentos em infraestrutura e desenvolvimento econômico para Uberaba e outras regiões do país.