Comunicado do Partido Novo nesta terça confirma neutralidade do partido entre presidenciáveis no segundo turno, mas reitera sua postura “absolutamente” contrária ao PT
No primeiro dia de retomada de campanha eleitoral nas ruas, o candidato do partido Novo, Romeu Zema, indicou que vai buscar apoio do público-alvo da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ele pediu votos a pastores evangélicos da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizontem, onde visitou hoje pela manhã. Além disso, Zema voltou a falar que aceitará o apoio do governador Fernando Pimentel (PT) no segundo turno.
A agenda do candidato prevê reunião com policiais militares amanhã. Zema prometeu à categoria melhorar a estrutura de equipamentos para dar “tranquilidade”. Em suas propostas para a segurança pública, o candidato pretende oferecer microcâmeras para os policiais usarem nos coletes ou nos uniformes. Para Zema, essa seria uma forma de resguardar o policial de possíveis responsabilizações posteriores, quando bandidos alegam excessos dos policiais.
Contudo, Zema disse que não decidiu ainda se vai apoiar Bolsonaro no segundo turno. Ele disse que vai apoiar a decisão do partido. Ainda hoje, o Partido Novo confirmou sua neutralidade no processo eleitoral do segundo turno, apesar de reiterar sua posição “absolutamente” contrária ao PT, que, segundo o Novo, “tem ideias e práticas oposta às nossas”.
O Novo teve João Amoêdo como candidato à Presidência, que alcançou 2,5% dos votos válidos, ficando à frente de “figurões” da política, como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos). Vale lembrar que parte significativa do partido queria apoio a Bolsonaro, sobretudo pela postura antipetista e pela agenda econômica. Pesaram contra os riscos de apoiar o candidato do PSL e, lá na frente, um eventual governo dele não funcionar – ou atuar da maneira tradicional, principalmente na construção de maiorias no Congresso. A conta certamente seria apresentada à legenda, que tenta se apresentar como uma novidade na política. Além disso, a postura do partido tende a tentar blindar João Amoêdo e o eleitorado abarcado por ele, uma vez que ele deve ser candidato novamente em 2022.
*Com informações do Estado de Minas