Governador declarou ontem que o 13º salário do funcionalismo público do Estado não será pago tão cedo
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Romeu Zema disse que “lamenta” a situação, mas terá que priorizar as situações “mais graves”
Em primeira entrevista após a posse, o governador Romeu Zema (Novo) declarou ontem que o 13º salário do funcionalismo público do Estado "não será pago tão cedo". Os servidores não receberam o abono de Natal do ano passado, estimado em R$2,1 bilhões. O então gestor Fernando Pimentel (PT) alegou falta de recurso em caixa para quitar a folha.
Zema disse que “lamenta” a situação, mas terá que priorizar as situações “mais graves”, como o não-pagamento de salário para professores da rede municipal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde estão os municípios mais pobres e dependentes dos recursos do Estado. “Sabemos que a situação de Minas é extremamente delicada. É um Estado que está falido e, com certeza, esse 13º não será pago tão cedo. Não que nós não gostaríamos de fazer isso, mas por impossibilidade”, disse o governador.
Quanto ao atraso e parcelamento do salário do funcionalismo, o governador manifestou que a equipe econômica tentará reduzir as escalas até que tudo possa ser pago no quinto dia útil, conforme determina a legislação. No entanto, ele admitiu que “vai levar um tempo” para acertar a situação.
Conforme o novo governador, o pagamento pode ser regularizado mais rápido se a renegociação da dívida de Minas com o governo federal for consolidada. “Se esse projeto for analisado, penso que conseguiremos fazê-lo até meados do ano, que vai dar um alívio de caixa muito expressivo para o Estado”, completou.
Por outro lado, Zema revelou que não deixará de receber o próprio salário até os servidores estarem recebendo em dia. A promessa foi feita durante a campanha eleitoral e até registrada em cartório.
O governador afirma ter sido informado que todos são obrigados por lei a receber o salário. No entanto, ele posiciona que o valor creditado na conta dele será doado para instituições de caridade. A primeira a ser beneficiada com será a Apae de Maravilhas, cidade que visitou durante a campanha eleitoral. Sobre a equipe, ele disse que o vice e os secretários não têm a “obrigação” de fazer o mesmo.