Ao contrário do Tiradentes, as escolas não teriam a maioria de vagas destinadas a filhos de militares
Governador Romeu Zema (Novo) está considerando a possibilidade de implementar o modelo cívico-militar em escolas estaduais consideradas problemáticas. A informação é do deputado estadual eleito Bruno Engler (PSL), em vídeo publicado nas redes sociais. Ao lado do deputado federal eleito Cabo Junio Amaral (PSL), Engler afirmou que, em conversa com Zema, o governador disse ver a ideia “com bons olhos”.
Ao jornal O Tempo, o deputado estadual eleito revelou que o projeto vai focar em escolas em situação difícil, com baixo índice educacional e elevada taxa de violência. “São escolas sem nenhuma disciplina, onde há até crimes ocorrendo lá dentro, e, por isso, não têm a menor condição de criar um ambiente para o aprendizado. A ideia é entregá-las aos cuidados da Polícia Militar, no modelo cívico-militar, semelhante ao que se observa no colégio Tiradentes, mas não tendo a maioria das vagas para filhos de militares. Nesse ambiente, se cria uma estrutura com hierarquia e disciplina.
Bruno Engler revela, ainda, que o modelo já funcionou em outros estados, como Goiás e Amazonas, e disse não ser necessário alto investimento para a execução do projeto. “É um investimento mínimo, porque o custo para fazer essa mudança é quase zero. Será preciso apenas uma placa informando que a escola está sob a gestão da Polícia Militar, de novos uniformes, que serão mais semelhantes a uma farda, e realocar algum pessoal da PM para trabalhar na estruturação da escola.
A assessoria de imprensa de Romeu Zema confirmou a reunião com os deputados eleitos do PSL e que será analisada a viabilidade do projeto.