Governador pediu a gestores municipais que não adiem o início de aulas para depois do carnaval
Gil Leonardi/Imprensa MG
Governador Romeu Zema anunciou ontem em Varginha, durante encontro com prefeitos, o acerto dos repasses para os municípios
Em encontro com gestores do Sul de Minas, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que Estado vai regularizar os repasses para as prefeituras em até 10 dias e solicitou aos prefeitos para não adiarem a volta às aulas na rede municipal para depois do carnaval.
No pronunciamento, Zema não explicou como a situação financeira será regularizada, mas assegurou o fim dos atrasos para os gestores. "Antes de mais nada quero estar passando para vocês que, no mais tardar em 10 dias, os repasses para os municípios passarão a ser feitos pontualmente. Estamos arrumando a casa e meu governo será feito assim: com seriedade, transparência e respeito”, disse.
Segundo Zema, houve enxugamento de despesas ao longo das primeiras semanas do mandato e as medidas permitiram agora dar um posicionamento aos gestores sobre as transferências. “Enxugamos muitas despesas e desperdícios nessas semanas. Vamos continuar enxugando. Já temos agora condição de dar essa previsão para vocês, de que 10 dias é o prazo para poderem contar com esses recursos”, reforçou.
Diante do compromisso, o governador pediu apoio dos prefeitos com relação à volta das aulas. Em assembleia da Associação Mineira dos Municípios (AMM), gestores haviam deliberado por adiar o retorno das aulas nas escolas municipais para depois do carnaval em março, mas Zema solicitou que a decisão seja revista para não prejudicar o calendário escolar. "Preciso muito do apoio de vocês na questão de reiniciarmos as aulas. Sei que alguns prefeitos estavam com dificuldade, mas o Fundeb está em dia. Vamos trabalhar intensamente para que as aulas comecem e que nenhum aluno seja prejudicado", justificou.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador reafirmou a promessa de regularizar os repasses às prefeituras em 10 dias e atacou o rombo deixado pelas gestões passadas para explicar o momento do Estado. “O problema é muito maior do que os números que o governo anterior apresentava”, alfinetou.