O governador Romeu Zema (Novo) ficou sem seu passaporte italiano por seis meses. Ele estava entre as 800 pessoas investigadas por suspeita de fraude no reconhecimento da cidadania italiana a brasileiros.
“O processo do senhor Romeu e de todos os familiares da família Zema já foi regularizado perante a administração pública italiana comprovando, desta forma, as suas raízes na Itália e o seu direito ao reconhecimento de nacionalidade italiana”, disse o advogado do governador, Eduardo Chelotti, que está em Roma para tratar da situação.
A polícia italiana prendeu sete brasileiros no dia 26 de março durante a operação “Super Santos”, que investigou casos de fraude na emissão de passaportes por mais de um ano. “Somente em três dias eles transformavam cerca de mil brasileiros em cidadãos italianos, ao preço de € 7 mil (aproximadamente R$ 30 mil) em dinheiro vivo. As agências de negócios, administradas ilegalmente pelos brasileiros detidos, haviam se transformado em verdadeiras agências de turismo”, explicou a polícia italiana em nota.
Além dos brasileiros, foi preso um padre da diocese de Pádua, detido por ter vendido certidão de batismo falsa para confirmar a ascendência italiana de um dos envolvidos. A partir das certidões falsas, os criminosos induziram funcionários públicos a conceder a declaração de residência aos brasileiros na região de Piemonte.