AGOSTO DOURADO

Amamentação precisa de informação, apoio e acolhimento

Aleitamento materno protege a saúde da criança, mas dificuldades não devem ser enfrentadas em silêncio, alertam médicas do Instituto Pediatree

Larissa Prata
Publicado em 01/08/2026 às 18:35
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No Agosto Dourado, o Instituto Pediatree chama a atenção não apenas para os benefícios do aleitamento, mas também para a importância de oferecer apoio às mães que enfrentam dificuldades durante esse processo. (Foto/Divulgação)

O leite materno oferece os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê nos primeiros meses de vida e contém componentes que ajudam na proteção contra diferentes infecções. Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a amamentação, o Instituto Pediatree chama a atenção não apenas para os benefícios do aleitamento, mas também para a importância de oferecer apoio às mães que enfrentam dificuldades durante esse processo.  

O Ministério da Saúde recomenda que o bebê receba exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses, sem água, chás, sucos ou outros alimentos. A partir dessa idade, deve ser iniciada a alimentação complementar, com manutenção da amamentação até os dois anos ou mais. A orientação também é adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  

“Nos primeiros seis meses, o leite materno é capaz de atender sozinho às necessidades nutricionais da maioria dos bebês. Mas seu papel vai além da alimentação: ele também participa da proteção imunológica e se adapta às diferentes fases do crescimento da criança”, explica Isabela Vasconcelos, do Instituto Pediatree.  

Apesar de ser um processo fisiológico, a amamentação nem sempre começa sem dificuldades. Pega inadequada, dor, fissuras, ingurgitamento das mamas e insegurança sobre a quantidade de leite estão entre as queixas que podem surgir principalmente nos primeiros dias após o nascimento.  

A Sociedade Brasileira de Pediatria ressalta que sentir dor durante toda a mamada não deve ser tratado como algo normal. Frequentemente, o desconforto está relacionado à posição ou à pega inadequada do bebê e precisa ser avaliado para evitar ferimentos e comprometimento da amamentação.  

“Amamentar não precisa ser uma prova de resistência. Dor persistente, fissuras ou um bebê que não consegue mamar de forma eficiente são sinais de que aquela mãe precisa de avaliação e orientação, não de cobranças para simplesmente suportar”, pontua a pediatra Anne Laryana.  

Apoio faz diferença  

Além da orientação técnica, o suporte da família e dos profissionais de saúde pode influenciar diretamente a continuidade do aleitamento. Dividir tarefas, garantir descanso à mãe e evitar palpites ou cobranças são atitudes que ajudam a tornar esse período menos desgastante.  

“Não basta dizer que o leite materno é importante e deixar toda a responsabilidade sobre a mulher. Para que a amamentação seja possível, é preciso construir uma rede que acolha, informe e ofereça ajuda prática desde os primeiros dias”, destaca Mariá Leite.  

As médicas também alertam que incentivo não deve ser confundido com culpa. Existem situações clínicas, emocionais ou sociais que dificultam ou impedem o aleitamento materno, e cada família deve receber orientação individualizada.  

“O objetivo do acompanhamento não é medir o amor de uma mãe pela forma como ela alimenta o filho. É proteger a saúde dos dois, entender as dificuldades e encontrar a alternativa mais segura para cada situação”, completa Isabela Vasconcelos.  

Ao longo do Agosto Dourado, o Instituto Pediatree reforça que dúvidas, dores e dificuldades devem ser discutidas com o pediatra ou com profissionais capacitados para orientar a amamentação. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as possibilidades de corrigi-lo sem transformar o período em uma experiência de sofrimento.  

Atendimento  

O Instituto Pediatree fica na Rua Salvador, nº 79. Os atendimentos podem ser agendados pelo WhatsApp (34) 99709-9226.  

No Instagram, o perfil é @institutopediatree. 

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