O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira (28), reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das doenças que afetam o fígado. As hepatites virais são causadas por cinco tipos de vírus: A, B, C, D e E e podem variar de quadros leves até casos graves, com risco de cirrose e câncer de fígado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais provocam cerca de 1,3 milhão de mortes por ano em todo o mundo, principalmente por complicações como cirrose e câncer hepático. Atualmente, mais de 300 milhões de pessoas vivem com infecção crônica pelos vírus das hepatites B ou C.
A OMS estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, reduzindo novas infecções e mortes relacionadas às doenças. Para isso, especialistas destacam que o diagnóstico antecipado é fundamental.
Hepatite pode evoluir sem sintomas
As hepatites virais podem apresentar sintomas como náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, urina escura e pele ou olhos amarelados. Porém, principalmente nos casos de hepatites B, C e D, a infecção pode permanecer silenciosa por anos e só ser descoberta quando o fígado já apresenta alterações importantes.
O diagnóstico é feito por meio de avaliação médica e exames laboratoriais, que identificam o tipo de vírus e o estágio da infecção.
Conheça os tipos de hepatite
Hepatite A
A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados.
É uma forma que geralmente evolui para cura espontânea e não costuma se tornar crônica. A prevenção inclui cuidados com higiene, consumo de água tratada e vacinação.
Hepatite B
É transmitida pelo contato com sangue contaminado, relações sexuais sem proteção e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.
Alguns casos podem evoluir para uma infecção crônica, aumentando o risco de cirrose e câncer de fígado. Apesar de não ter cura definitiva em todos os casos, existem medicamentos capazes de controlar a doença.
A vacinação contra a hepatite B é uma das principais formas de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hepatite C
A principal forma de transmissão é pelo contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas, seringas ou materiais não esterilizados.
Atualmente, a hepatite C apresenta altas taxas de cura com os tratamentos antivirais disponíveis, principalmente quando identificada precocemente.
Hepatite D
A hepatite D só ocorre em pessoas que já possuem o vírus da hepatite B. A transmissão acontece pelas mesmas vias, como contato com sangue contaminado e relações sexuais sem proteção.
A principal forma de prevenção é a vacinação contra a hepatite B.
Hepatite E
Assim como a hepatite A, a transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados.
Na maioria dos casos, a doença evolui para cura, mas pode apresentar formas mais graves em gestantes, especialmente no terceiro trimestre da gravidez.
Vacinação e prevenção
No Brasil, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra as hepatites A e B. A imunização contra a hepatite B também protege indiretamente contra a hepatite D.
Além da vacinação, outros cuidados ajudam a reduzir o risco de infecção:
O alerta do Julho Amarelo reforça que as hepatites virais podem ser prevenidas e tratadas, mas o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para evitar complicações.