ALERTA

Quando a cólica deixa de ser normal: sinais de alerta para a endometriose

Dor intensa, alterações intestinais e dificuldade para engravidar podem indicar a doença, que ainda leva anos para ser diagnosticada

Publicado em 08/05/2026 às 09:07
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A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais subdiagnosticadas entre as mulheres e pode afetar significativamente a qualidade de vida, a saúde emocional e a fertilidade. Mesmo assim, muitos casos ainda demoram anos para serem identificados, já que os sintomas costumam ser confundidos com cólicas menstruais comuns.

A doença ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, cresce fora dele, podendo atingir ovários, trompas, intestino, bexiga e outras regiões da pelve. Esse processo pode causar inflamação e sintomas como dor pélvica crônica, cólicas intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias, além de dificuldade para engravidar em alguns casos.

De acordo com a médica integrativa e especialista em saúde da mulher, Mariana Wogel, a naturalização da dor menstrual ainda é um dos principais fatores que atrasam o diagnóstico. Segundo ela, muitas mulheres aprendem desde cedo que sentir dor forte na menstruação é algo normal, o que pode levar à demora na busca por avaliação médica.

A especialista explica que a endometriose tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais, imunológicos e inflamatórios, além de possíveis mecanismos como a menstruação retrógrada, quando parte do fluxo menstrual retorna para a cavidade pélvica.

Os sintomas variam de paciente para paciente, podendo incluir dor ao evacuar durante o período menstrual, inchaço abdominal, sangramentos irregulares e dor pélvica persistente. Por isso, o diagnóstico pode ser complexo e demorado.

O tratamento depende da gravidade do quadro, da localização das lesões e do desejo reprodutivo da paciente. Ele pode incluir uso de medicamentos para controle da dor, terapias hormonais ou, em casos específicos, cirurgia.

A médica ressalta que não há uma abordagem única para todas as pacientes e que o cuidado deve ser individualizado, considerando não apenas os sintomas físicos, mas também os impactos emocionais e a qualidade de vida.

Ela também destaca que a endometriose não significa infertilidade obrigatória, mas pode interferir na fertilidade em alguns casos, reforçando a importância do diagnóstico precoce para planejamento reprodutivo.

O principal alerta é que dores intensas não devem ser normalizadas. Quanto mais cedo houver investigação adequada, maiores são as chances de controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.

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