CIDADE

A escravidão em Uberaba é tema de catálogo do Arquivo Público

Catálogo para estudo da escravidão em Uberaba, feito pela equipe do Arquivo Público, já está disponível para os interessados

Geórgia Santos
Publicado em 20/11/2012 às 00:21Atualizado em 19/12/2022 às 16:11
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Catálogo para estudo da escravidão em Uberaba, feito pela equipe do Arquivo Público, já está disponível para os interessados. Foram cerca de quatro anos de muito trabalho, um catálogo que foi sugerido pelo historiador João Eurípides de Araújo, que pretende mostrar, que assim como em todo o país, em Uberaba também houve escravidão.

O Catálogo “Para Estudo da Escravidão em Uberaba” (1815 - 1888) é um produto do projeto “Catálogos de Fontes Temáticas”, com o objetivo de publicar e disponibilizar o rico acervo do Arquivo, guardião da memória histórica do município. De acordo com o historiador do Arquivo Público, Danilo Costa Ferrari, nas escolas, as crianças aprendem sobre a escravidão de forma geral e este catálogo traz informações de que em Uberaba e região também teve escravidão. A cidade estava inserida no contexto econômico.

“Esse catálogo conta características da escravidão em Uberaba e região com documentos para aqueles que desejam aprofundar o estudo. Todo o acervo do arquivo referente ao assunto está nesse catálogo. O trabalho foi feito por uma equipe de cinco historiadores, coordenado pelo João Eurípedes, durante quatro anos. O livro já está disponível para qualquer pessoa interessada e também será distribuído nas escolas públicas”, explica Danilo, lembrando que a publicação está na sede do Arquivo Público, na Praça da Mojiana, no bairro Boa Vista.

Por sua vez, a diretora do Arquivo, Lélia Bruno, explica que o catálogo será distribuído também nos arquivos públicos do país. “Não teremos um lançamento oficial. Na verdade, o livro já está disponível para quem gosta e deseja fazer pesquisas. Foi um trabalho minucioso, bastante detalhista, que exigiu muito da diretoria do Arquivo para que a obra acontecesse e ainda estivesse disponível para o leitor no mesmo mês em que comemoramos o Dia da Consciência Negra”, declara Lélia. Ela ressalta que entre os ilustres historiadores que participaram desse trabalho está o professor Eduardo França Paiva, do Centro de Estudos sobre a Presença Africana no Mundo Moderno e ainda da Universidade Federal de Minas Gerais.

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