Ao Jornal da Manhã, o delegado da Polícia Federal, Glorivan Bernardes, afirmou que as agências que resolverem abrir suas portas mesmo com o sistema de segurança deficiente, o fazem “por conta e risco”.
No entanto, Glorivan deixou claro que, por enquanto, nenhuma agência que decidir funcionar será autuada. “Por enquanto, não iremos fazer essas autuações. No entanto, se o gerente correr esse risco e o ‘leite vier a derramar’, as providências serão tomadas”, explicou, revelando que todos os gerentes já foram orientados sobre o assunto e, mesmo com a PF se abstendo de fazer a fiscalização, caso algo aconteça, as empresas deverão responder judicialmente. “A decisão é deles, mas precisa ser bem avaliada”, completou.
Na conversa com os representantes dos grevistas, o delegado deixou claro que eles também precisam fazer sua parte. Segundo ele, a exigência de que 30% do efetivo precisam permanecer trabalhando não está sendo seguida à risca. “Todos têm que cumprir com as suas obrigações. Esclareci isso para eles, pois não se pode cobrar do outro se você não está fazendo sua parte”, concluiu.