Preços na Ceasa estão estáveis nas 2 primeiras semanas do ano, mas valores podem aumentar devido as altas temperaturas
Preços na Ceasa permanecem estáveis nas duas primeiras semanas do ano, mas valores podem aumentar em decorrência das altas temperaturas. Muitos produtos sofrem com a intensidade da chuva, como a batata que há algumas semanas estava sendo comercializada com preço alto. Outros produtos, com o calor, segundo o orientador de mercado da Ceasa, João Carlos Caroni, devem ter preço maior no final do mês, como é o caso das folhosas.
“A maioria dos hortifrutigranjeiros está com preços estáveis, poucos registraram variação nas últimas semanas. O tomate sofreu alteração pequena na semana passada e a caixa de 22 quilos estava sendo vendida a R$50 e hoje está valendo R$65, no máximo. A abobrinha também teve alteração no valor, um pouco mais expressivo, na verdade a maior alta dos últimos meses. Com a chuva no início de dezembro e agora o tempo quente, a produção e a oferta da cultura caíram; no momento a caixa está custando R$80, sendo que o valor comum é em torno de R$40. Nos varejões e supermercados a abobrinha custa R$3,60 o quilo, para os comerciantes, e para consumidor cerca de 40% mais caro”, explicou.
Quanto às folhas, como a alface, uma verdura bastante consumida, neste momento os preços continuam estáveis, afirmou Caroni. O mercado está bem abastecido, o produtor tem água suficiente, mas as verduras de folhas, com o clima quente têm seu processo de crescimento acelerado. Isso exige que o produtor coloque a verdura no mercado de forma mais ágil, e desta forma, em breve haverá a falta do produto, “pois a alface, que estava prevista para ser comercializada na semana que vem, será vendida nesta semana, pois está pronto para o consumo”, destacou.
Por outro lado, existem aqueles produtos que registraram queda nos preços. A temida batata, que chegou a ser vendida por R$180 o saco, agora está valendo R$100, em média. Isso aconteceu por conta da chuva de dezembro. O clima estabilizou a oferta. Outra boa notícia é o preço da fruta, que poderia estar caro neste período, por conta do verão e do calor, mas na verdade os valores estão estáveis. Segundo o orientador da Ceasa, durante todo o ano houve boa produção, e também as exportações não aconteceram como o esperado pelos produtores, por isso as frutas ficaram no mercado para consumo local.