CIDADE

Altas temperaturas podem elevar preços de hortifrutigranjeiros

Preços na Ceasa estão estáveis nas 2 primeiras semanas do ano, mas valores podem aumentar devido as altas temperaturas

Geórgia Santos
Publicado em 14/01/2015 às 08:44Atualizado em 17/12/2022 às 01:50
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Preços na Ceasa permanecem estáveis nas duas primeiras semanas do ano, mas valores podem aumentar em decorrência das altas temperaturas. Muitos produtos sofrem com a intensidade da chuva, como a batata que há algumas semanas estava sendo comercializada com preço alto. Outros produtos, com o calor, segundo o orientador de mercado da Ceasa, João Carlos Caroni, devem ter preço maior no final do mês, como é o caso das folhosas.

“A maioria dos hortifrutigranjeiros está com preços estáveis, poucos registraram variação nas últimas semanas. O tomate sofreu alteração pequena na semana passada e a caixa de 22 quilos estava sendo vendida a R$50 e hoje está valendo R$65, no máximo. A abobrinha também teve alteração no valor, um pouco mais expressivo, na verdade a maior alta dos últimos meses. Com a chuva no início de dezembro e agora o tempo quente, a produção e a oferta da cultura caíram; no momento a caixa está custando R$80, sendo que o valor comum é em torno de R$40. Nos varejões e supermercados a abobrinha custa R$3,60 o quilo, para os comerciantes, e para consumidor cerca de 40% mais caro”, explicou.

Quanto às folhas, como a alface, uma verdura bastante consumida, neste momento os preços continuam estáveis, afirmou Caroni. O mercado está bem abastecido, o produtor tem água suficiente, mas as verduras de folhas, com o clima quente têm seu processo de crescimento acelerado. Isso exige que o produtor coloque a verdura no mercado de forma mais ágil, e desta forma, em breve haverá a falta do produto, “pois a alface, que estava prevista para ser comercializada na semana que vem, será vendida nesta semana, pois está pronto para o consumo”, destacou.

Por outro lado, existem aqueles produtos que registraram queda nos preços. A temida batata, que chegou a ser vendida por R$180 o saco, agora está valendo R$100, em média. Isso aconteceu por conta da chuva de dezembro. O clima estabilizou a oferta. Outra boa notícia é o preço da fruta, que poderia estar caro neste período, por conta do verão e do calor, mas na verdade os valores estão estáveis. Segundo o orientador da Ceasa, durante todo o ano houve boa produção, e também as exportações não aconteceram como o esperado pelos produtores, por isso as frutas ficaram no mercado para consumo local.  

   

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