PROPOSTA

Uberaba pode receber pesquisas clínicas com novos tratamentos em 2027

Centro ligado à Uniube deve funcionar no início do ano, com participação de pacientes conforme critérios de cada estudo

Débora Meira
Publicado em 15/08/2026 às 18:32
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A previsão é que a estrutura comece a funcionar entre janeiro e fevereiro (Foto/Ilustrativa)

A previsão é que a estrutura comece a funcionar entre janeiro e fevereiro (Foto/Ilustrativa)

Uberaba poderá passar a integrar a rede de centros que realizam pesquisas clínicas com novos medicamentos e tratamentos a partir de 2027. A previsão é que a estrutura comece a funcionar entre janeiro e fevereiro, mas a participação de pacientes dependerá dos protocolos de cada estudo e dos critérios definidos pelos pesquisadores. 

A iniciativa está sendo estruturada pelo médico Raelson Batista, responsável pela implantação do Instituto de Pesquisa Clínica e Capacitação (IPEC), ligado à Universidade de Uberaba (Uniube). A proposta é receber pesquisas desenvolvidas por instituições e empresas do Brasil e do exterior. 

Segundo Raelson, os estudos seguem protocolos rigorosos e precisam permitir a comparação dos resultados obtidos em Uberaba com os de outros centros. “Eu preciso comparar o resultado de Uberaba com o resultado de outras cidades no mundo todo. Então o protocolo é muito exigente”, explica em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM. 

A possibilidade de participação, porém, não será aberta a qualquer paciente. Cada pesquisa terá critérios próprios, que podem envolver diagnóstico, idade, estágio da doença e tratamentos anteriores. Antes de entrar no estudo, o voluntário também deverá ser informado sobre os possíveis riscos e benefícios. “O participante da pesquisa clínica precisa tomar consciência. Tudo nasce em ele ser plenamente informado de todos os possíveis riscos, efeitos, mas também benefícios”, afirma. 

Entre as áreas que atualmente concentram pesquisas clínicas estão oncologia, dermatologia e doenças cardiometabólicas. No caso do câncer, alguns estudos são destinados a pacientes que já passaram por tratamentos disponíveis e não tiveram resposta satisfatória. 

A participação também não funciona como um trabalho remunerado. “Um participante de um estudo em pesquisa clínica não pode ser remunerado para estar na pesquisa clínica no Brasil”, destaca Raelson. 

A estrutura deverá funcionar próxima ao Hospital Mário Palmério e terá uma frente de pesquisa clínica veterinária e um centro de simulação para treinamento de profissionais da saúde. A expectativa é que o espaço receba protocolos de diferentes instituições e empresas. 

Segundo Raelson, a entrada de Uberaba nesse circuito poderá ampliar o acesso da cidade a pesquisas que hoje são concentradas em outros centros. Na prática, porém, o acesso aos estudos dependerá sempre dos critérios definidos para cada protocolo e da elegibilidade de cada paciente. 

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