Fot Fernanda Borges
Orientador de mercado da Ceasa, João Carlos Caroni diz que à medida que a oferta de algum produto cai, o preço sobe
Preços de hortifrutigranjeiros continuam em alta na Ceasa. Nem mesmo a chuva dos últimos dias influenciou na produção para aumentar a oferta e fazer com que os preços caíssem. De acordo com o orientador de mercado da Ceasa, João Carlos Caroni, por conta do clima, produtores não se arriscam e plantam somente o necessário. E, ao contrário do que muitos pensam, a chuva em abundância, como está acontecendo, não é nada boa para o cultivo de verduras e frutas, gerando perdas pelo excesso de água.
A movimentação de preços no mercado livre do produtor não está sendo nada boa para o consumidor. Nas últimas semanas não houve nenhuma queda nos valores, a maioria está estável, e algumas verduras registraram altas significativas, superiores a 40%. “As perdas acontecem justamente por conta do clima, o mês de janeiro foi de muito sol, ao contrário do que se esperava, por isso o produtor não se arriscou, a oferta está baixa, daí os preços sobem. Outra preocupação é com as pragas, este é um período em que aumenta a incidência e nem todas possuem produtos para o combate, e isto faz com que se plante menos, com medo das perdas”, explica João.
Entre os produtos com preço em alta está a couve-flor. No mercado livre de ontem apenas um produtor ofereceu a verdura para venda e, mesmo assim, não estava em perfeito estado. No caso da couve-flor, foi registrado um aumento de 45%, saindo de R$36 a dúzia para R$60. Merece destaque também o preço do chuchu, que subiu de R$40 para R$100 a caixa com 22kg; a vagem, que hoje está custando R$120 a caixa, registrando aumento de 50%, e também a abobrinha, cujo preço médio é de R$50 e atualmente está sendo vendida a R$80 a caixa.
“Estamos consumindo produtos que foram plantados há 120 dias, verduras que enfrentaram o clima quente e sem chuva do mês de janeiro, por isso a oferta está baixa e nem todas estão em boas condições. A chuva do mês de fevereiro somente terá reflexo na próxima colheita, que foi plantada no período em que o lençol freático não estava seco”, explica o orientador. Vale lembrar ainda que os produtos que estão com preços estáveis são tomate, alface, batata, repolho, entre outros.