Mãe solo de três crianças, sendo duas delas portadoras de necessidades especiais, uma mulher desabafa a respeito da situação em que se encontra. Segundo relato, ela aguarda há cerca de dez anos pelo recebimento da casa própria, o que aconteceu na última sexta-feira (18). Ela conta que foi informada ao telefone pela própria prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) sobre a sua residência no Girassóis IV já estar apta para a mudança, que precisaria apenas ir à Caixa Econômica Federal para assinatura do contrato e, posteriormente, o recebimento das chaves.
Eufórica sobre a tão aguardada residência própria, a princípio, a mulher não se ateve ao fato de burocracias como a da vistoria, por exemplo. Em contato com a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), a beneficiada conta que foi instruída a se mudar o quanto antes, uma vez que muitas residências no bairro estavam sendo invadidas e assim ela o fez, quando veio a infeliz descoberta de que a casa já estava sendo habitada por outras pessoas e que uma das fechaduras estava arrombada.
"No sábado (19), mesmo sem poder, usei o único dinheiro que eu tinha para comprar o leite especial que meu filho toma, contratei um carreto, peguei o pouco de coisa que eu tenho e fui até o endereço em que saiu minha casa. Chegando lá minha casa estava invadida, já tinha mais de 20 dias que a mulher que está lá dentro relatou. Eu constatei que a porta, a fechadura da cozinha estava arrombada", desabafa.
Em posse das chaves, a mulher as testou na casa e constatou que abriam todas as portas. “De mãos atadas”, como pontua, ela agora aguarda um posicionamento da Cohagra sobre como proceder com a situação.
A mulher conta também que a pessoa que está usurpando de sua residência está grávida, já tem uma outra criança, passa por dificuldades, mas que ela também têm seus problemas pessoais e “nem por isso saiu invadindo a casa de ninguém”. Ela continua aguardando retorno e deseja que a situação seja esclarecida o quanto antes.
A reportagem do Jornal da Manhã acionou a assessoria de imprensa da Cohagra sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria ainda não havia recebido resposta. O espaço está aberto à manifestação.