ALTA DEMANDA

Após filas por Implanon, Uberaba orienta mulheres a procurar Caism para cadastro

Quase 360 interessadas buscaram atendimento no sábado; inserção será feita de forma gradual nas próximas semanas

Débora Meira
Publicado em 13/04/2026 às 10:41
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Diante da chegada antecipada das pacientes, a equipe optou por iniciar o acolhimento antes do horário previsto e distribuir senhas de forma antecipada (Foto/Divulgação)

Diante da chegada antecipada das pacientes, a equipe optou por iniciar o acolhimento antes do horário previsto e distribuir senhas de forma antecipada (Foto/Divulgação)

Quase 360 mulheres buscaram o contraceptivo Implanon neste fim de semana em Uberaba. A oferta inicial de 40 vagas gerou filas, reclamações e a necessidade de reorganização do atendimento no último sábado (11), no Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (Caism), em Uberaba. Além do apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), a situação levou até mesmo a pedido público de desculpas pela prefeita Elisa Araújo (PSD). Segundo a diretora de Atenção à Saúde, Aline Tristão, 318 mulheres que estiveram no local foram cadastradas para receberem o implante contraceptivo subdérmico, após avaliação e consulta.  

Relatos enviados ao Jornal da Manhã apontam insatisfação com a organização do atendimento. Algumas mulheres afirmam que não conseguiram sequer realizar o cadastro para as próximas etapas. “Não consegui fazer o cadastro, vou ter que voltar. Tem lógica isso?”, questiona uma das usuárias que esteve no local. 

Em entrevista ao programa Pingo do J, a diretora de Atenção à Saúde, Aline Tristão, explicou que o número reduzido de atendimentos no sábado foi definido pela capacidade operacional da equipe no momento. “Nossa programação era atender essas 40 mulheres, porque era a demanda que conseguíamos acolher, orientar e realizar o procedimento naquele momento”, afirma. 

Segundo ela, a ação marcou o início da implantação do método no município, após o envio de 1.200 unidades pelo Ministério da Saúde. “Recebemos esses implantes dentro do programa de planejamento familiar e vamos fazer a inserção ao longo das semanas e dos meses”, ressalta. 

Diante da chegada antecipada das pacientes, a equipe optou por iniciar o acolhimento antes do horário previsto e distribuir senhas de forma antecipada, o que acabou gerando confusão. A diretora reconheceu os transtornos e pediu desculpas às mulheres que estiveram no local. “Aproveito esse espaço para pedir desculpas a todas que procuraram o Caism no sábado. Estivemos lá ouvindo cada história, entendendo a angústia e a ansiedade de quem queria fazer a inserção desse implante”, explica. 

Ela afirma que, mesmo com as limitações, foi realizado o cadastro das interessadas para atendimento posterior. “Após as primeiras inserções, fomos registrando nome, endereço e telefone, porque agora vamos entrar em contato com todas essas mulheres”, pontua. 

Apesar da orientação, há relatos de que nem todas conseguiram deixar seus dados no local. Aline Tristão reconhece que pode ter havido falhas pontuais. “Pode ser que alguma não tenha conseguido registrar o nome. Nesse caso, orientamos que procure o Caism durante a semana para fazer esse cadastro”, finaliza. 

Para as mulheres que ainda têm interesse no método, a orientação é procurar o Caism para garantir o cadastro ou atualizar os dados de contato. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a implantação do Implanon será feita de forma gradativa e que novas etapas devem ampliar o acesso ao contraceptivo também nas unidades básicas de saúde. 

A assistente social do Caism, Ana Cláudia Bertagna, reforça que o acesso aos métodos contraceptivos pelo SUS não é restrito a um público específico. Segundo ela, qualquer mulher pode procurar o serviço, independentemente de classe social. “Não tem essa distinção. Qualquer mulher pode buscar o Caism para receber orientação e acesso aos métodos”, afirma. Entre as opções disponíveis estão anticoncepcionais orais, injetáveis, preservativos e o DIU de cobre, que tem duração de até dez anos e, atualmente, não possui fila de espera no município, desde que a paciente atenda aos critérios clínicos exigidos.  

Além disso, o Caism realiza semanalmente reuniões de planejamento familiar, sempre às terças-feiras, às 8h, onde são oferecidas orientações sobre todos os métodos disponíveis, incluindo procedimentos como laqueadura e vasectomia. A demanda, segundo a assistente social, é alta, com média de 30 a 40 pessoas por semana. Para ampliar o acesso, a equipe também passou a levar essas orientações às unidades básicas de saúde, inclusive na zona rural. “Muitas vezes, a dificuldade de deslocamento até o Caism afastava a população. Por isso, começamos a ir até os territórios, levando informação e facilitando o acesso aos serviços”, finaliza.

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