ATÉ 40%

Até 40% dos jovens aprendizes da Feti são efetivados por empresas de Uberaba

Fundação acompanha cerca de 700 participantes e afirma que contratações podem ocorrer antes mesmo do fim do programa

Larissa Prata
Publicado em 12/07/2026 às 18:24
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Entre 30% e 40% dos jovens aprendizes atendidos pela Fundação de Ensino Técnico Intensivo “Dr. Renê Barsam” (Feti) são efetivados pelas empresas onde iniciaram a experiência profissional. A estimativa foi apresentada pela presidente da instituição, Sonia Manzan, durante entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM. 

Atualmente, cerca de 700 jovens vinculados à Feti estão inseridos no mercado de trabalho em Uberaba. Segundo Sonia, algumas empresas contratam o aprendiz como funcionário antes mesmo do encerramento do programa, permitindo que outro jovem seja encaminhado para ocupar a vaga de aprendizagem. 

“Temos um índice de contratação muito grande. Muitos chegam à empresa e, com três meses de contrato conosco, já são absorvidos. Eles entram como funcionários e nós fazemos a reposição de outro jovem”, explicou. 

A fundação mantém parceria com mais de 200 empresas de Uberaba. Em março, o JM informou que quase 700 aprendizes estavam distribuídos em cerca de 200 organizações parceiras. Em junho, a rede já reunia 233 empresas.   

De acordo com Sonia, a permanência do jovem está relacionada também à disposição da empresa para ensinar. Como se trata, na maioria dos casos, da primeira experiência profissional, o aprendiz ainda precisa conhecer rotinas, ferramentas e comportamentos esperados no ambiente de trabalho. 

“Muitas empresas querem o jovem pronto, mas não tem jeito. É o primeiro emprego dele, é o começo. Tem que existir essa empatia para ensinar”, afirmou. 

A Feti acompanha o desempenho por meio de avaliações feitas pelas empresas, conversas com os aprendizes e visitas aos locais de trabalho. O ideal, segundo a presidente, é que a avaliação formal ocorra a cada três meses, permitindo identificar dificuldades e orientar tanto o participante quanto a organização. 

Sonia destacou que algumas empresas também promovem a passagem dos aprendizes por diferentes departamentos. Um jovem inicialmente encaminhado para a recepção, por exemplo, pode demonstrar maior aptidão para os setores financeiro, administrativo, de estoque ou tecnologia da informação. 

A estratégia permite que o participante conheça diferentes funções e ajuda a empresa a identificar onde ele poderá ter melhor desempenho caso seja contratado definitivamente. 

A presidente relatou ainda o caso de um jovem que participou de sete entrevistas sem ser selecionado. Após ser incentivado pela equipe da Feti a tentar novamente, ele conseguiu uma oportunidade e, posteriormente, tornou-se gerente de uma rede de supermercados de Uberaba. 

Em 2025, cerca de 700 jovens foram contratados por empresas privadas por intermédio da Feti, conforme balanço divulgado pela instituição. O Programa de Aprendizagem atendeu 1.230 participantes ao longo daquele ano, considerando a movimentação de entradas, saídas e reposições. 

O percentual de efetivação apresentado por Sonia não foi detalhado por período ou turma durante a entrevista. Ainda assim, a presidente avaliou que a contratação antes do encerramento do programa demonstra que parte das empresas utiliza a aprendizagem como caminho para formar e incorporar novos profissionais. 

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