CIDADE

Aumento das denúncias revela que população rompeu silêncio

Segundo sociólogo, tem havido maior número de denúncias, mostrando a capacidade da população em romper o silêncio

Publicado em 17/05/2013 às 00:38Atualizado em 19/12/2022 às 13:01
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De acordo com o sociólogo Ailton Souza Aragão, ultimamente tem havido maior número de denúncias, mostrando a capacidade da população em romper o silêncio. “À medida que as pessoas entendem e reconhecem a violência e exploração como crime e violação de direitos, as denúncias acontecem e obviamente tem-se a impressão de que o número de episódios aumentou”, explica.

Durante a entrevista, Ailton pontuou a problemática social e psicológica existente em cada caso. Para ele, quando se trata de exploração para fins comerciais, visando lucratividade, muitas vezes aparece de pano de fundo uma situação de miserabilidade de um núcleo familiar. Também deve ser considerada a questão psíquica de um indivíduo, "doente", que ultrapassa os limites do discernimento.

Porém, ele posiciona que utilizar como "desculpa" o aumento da exposição da sensualidade infantil para essas atitudes é extrapolar o bom senso. “De fato existe sim, hoje, uma precocidade na exibição de uma criança, por vezes estimulada pela mídia e até mesmo pela aceitação de normalidade pelas famílias de danças e músicas sensualizadas, mas isto não pode ser justificativa para explorar e até mesmo violentar”, opina o sociólogo.

A solução, para ele, vem de várias frentes e começa de simples ações, como discussões sobre o tema, divulgação sobre o assunto, sensibilização da população sobre a problemática e dentro das próprias escolas. “Afinal, a violência sexual não escolhe classe”, fecha.

A mobilização em Uberaba conta com o apoio de instituições comunitárias, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (Comdicau), da Prefeitura de Uberaba, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), do Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), da Coordenadoria Regional das Promotorias da Infância e Juventude do Triângulo Mineiro, da Polícia Militar, Frente de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescentes do Triângulo Mineiro, Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social, escolas da rede pública e privada de Uberaba, e de outras organizações não-governamentais.

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