Para o prefeito Paulo Piau, que foi o último a se manifestar durante a audiência pública, é preciso haver equilíbrio material e espiritual
Para o prefeito Paulo Piau, que foi o último a se manifestar durante a audiência pública, é preciso haver equilíbrio material e espiritual, pois sem isto será difícil melhorar a situação do mundo, não apenas do Brasil. “A sociedade precisa fazer um pacto, é importante o tratamento, mas é preciso investir também na prevenção. Os governos devem investir em segurança pública e o Congresso Nacional precisa trabalhar preventivamente. Precisamos de uma lei que realmente traga segurança à sociedade.” Ele ainda acrescentou que o Estatuto da Criança e do Adolescente é uma lei de primeiro mundo aplicada num país de terceiro.
A estrutura das polícias, a necessidade de atuar nas fronteiras, o investimento nas escolas, iluminação pública e a melhor atuação da Guarda Municipal foram outros assuntos comentados. Segundo o prefeito, Uberaba precisa de socorr “Estamos vivendo uma fase diferenciada, com investimentos da ordem de R$6 bilhões. Isto acaba atraindo pessoas de outras cidades e regiões e é preciso acolhê-las, com emprego e casa própria”.
O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que é suplente da Comissão de Segurança do Legislativo, afirmou acreditar na audiência pública e nos seus resultados práticos, lembrando que a presença dos participantes é que fortalece a iniciativa. Ele contou que já propôs a criação de um Fórum Permanente de Segurança, para que possa monitorar o que foi ou não realizado. Ripposati disse que tem o compromisso do presidente Elmar Goulart quanto a este objetivo. O parlamentar enviou um ofício ao governo do Estado solicitando mais 250 policiais militares para o 4º Batalhão.
O vereador Luiz Dutra se manifestou durante a reunião, afirmando esperar que a reunião não fique apenas no discurso, que a ALMG coloque no orçamento o quanto o Estado vai investir na segurança pública. Ele disse que em 30 anos de serviço na Polícia Civil, toda a sociedade está à mercê da sorte, com a presença do PCC trazendo medo e policiais envolvidos com o crime.
Para o presidente do Legislativo, um ponto fundamental é a revisão da Lei de Execuções Penais, que, para ele, “dá muito prestígio aos criminosos”. “Até que ponto um criminoso merece receber um salário em torno de R$900, enquanto um trabalhador braçal custa receber um salário mínimo? Até que ponto as polícias merecem ficar à mercê dos bandidos?”, questionou Elmar.