Secretaria reconhece necessidade de manutenção, troca de colchões e reforço nas condutas da unidade
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) reconhece que a Casa de Passagem de Uberaba apresenta problemas de manutenção e afirma que medidas estão sendo adotadas para melhorar as condições da unidade. A manifestação ocorre após fiscalização realizada pelos vereadores Tulio Micheli (PSDB) e Diego Rodrigues (PDT), que apontaram, entre outras situações, colchões com percevejos, problemas estruturais e falhas nas instalações.
A secretária de Desenvolvimento Social, Anna Maia, afirma que a unidade, localizada na Rua Pássaro Preto, 55, no Pontal, é uma casa antiga e recebe um fluxo intenso de pessoas. O espaço tem capacidade para até 20 usuários e atende migrantes itinerantes e pessoas em situação de rua que precisam de acolhimento temporário.
“Existem, sim, reparos que precisam ser feitos na casa. A casa é uma casa antiga, que recebe muitas pessoas. É um fluxo de pessoas imenso”, afirma Anna em entrevista ao Pingo do J na Rádio JM.
Segundo a secretária, uma mudança recente na gestão da unidade busca reforçar o acompanhamento do serviço. A nova gestora foi nomeada no dia 3 de agosto e, conforme Anna, já assume com a missão de ampliar o controle sobre as condições da casa e as condutas adotadas no atendimento aos usuários.
A secretária também explica que a presença de percevejos e pulgas está relacionada ao próprio perfil do público atendido. Como muitos usuários chegam após permanecerem nas ruas, podem trazer esses problemas junto aos pertences. Nesses casos, os objetos são recolhidos e mantidos em espaço reservado para serem devolvidos posteriormente.
“De forma alguma, a gente vai deixar a casa desassistida”, afirma Anna Maia, ao destacar que a Secretaria já identifica os pontos que precisam de intervenção e mantém reparos previstos no cronograma.
Sobre os colchões mostrados durante a fiscalização, a secretária afirma que parte deles é queimada pelos próprios usuários e que a Secretaria já realiza processo para reposição. Ela ressalta ainda que os colchões disponíveis possuem capas impermeáveis e que a troca de lençóis e a limpeza fazem parte da rotina da unidade.
Anna também confirma que há necessidade de reforçar algumas condutas dentro da Casa de Passagem. Segundo ela, o perfil dos usuários exige atenção específica, já que parte do público chega à unidade em situação de vulnerabilidade associada ao uso de álcool e outras drogas.
A secretária cita ainda danos provocados pelos próprios usuários, como a quebra de uma cuba mostrada durante a fiscalização. Ela explica que a Secretaria precisa conciliar o acolhimento com medidas de preservação do patrimônio e organização do espaço.
Outro ponto destacado por Anna é a dificuldade para realizar reposições e investimentos de forma imediata. Segundo ela, a Secretaria já realiza processos para aquisição de itens destinados à Casa de Passagem e ao Centro POP, que funciona anexo à unidade, mas a falta de licitação concluída impede compras imediatas.
A Casa de Passagem oferece acolhimento transitório, com alimentação, banho e cama, e não tem como finalidade a permanência prolongada dos usuários. A Secretaria afirma que os reparos necessários já são identificados e devem ser executados conforme o cronograma de manutenção.