Na segunda-feira (7), proprietário de animal da raça shih-tzu, uma fêmea de quatro anos, deu entrada no canil do Centro de Controle de Endemias e Zoonoses buscando eutanásia
Na segunda-feira (7), proprietário de animal da raça shih-tzu, uma fêmea de quatro anos, deu entrada no canil do Centro de Controle de Endemias e Zoonoses buscando eutanásia. Ele teria sido encaminhado pelo Hospital Veterinário de Uberaba, onde o animal recebeu diagnóstico positivo de leishmaniose após exame sorológico. No entanto, conforme veterinário do Centro de Zoonoses, a chefe do canil teria impedido o procedimento, previsto em portaria do Ministério da Saúde.
De acordo com o médico veterinário do Centro Zoonoses, Renato César de Almeida Delfini, tanto a portaria nº 1.426 de 2008, do Ministério da Saúde, quanto decreto municipal nº 1.909 de 1999 preveem o controle da leishmaniose, em virtude de ser uma doença grave e altamente transmissível. “O tratamento é ineficaz e o cachorro doente sofre, podendo passar para outros cachorros e até mesmo para o ser humano. Então, a exigência do Ministério da Saúde é eutanasiar animais com exame positivo e sintomas clínicos e controlar a doença com o fumacê nos bairros, o que ajuda a controlar o mosquito da dengue, da febre amarela, pernilongos e o mosquito palha da leishmaniose”, ressalta.
Procurada pela reportagem, a chefe do canil do Zoonoses, Karina Helena Martins, afirma que em momento algum impediu a realização do procedimento indicado tanto pelos profissionais do Hospital Veterinário quanto pelo próprio veterinário do departamento. “A leishmaniose tem tratamento, então, na hora que o proprietário chegou com a cachorrinha, nós o orientamos de que existem duas alternativas, ou seja, há o tratamento e também a eutanásia. E que ficaria a critério do tutor do animal escolher se quer tratar ou sacrificar o animal”, alega.
A chefe conta ainda que o veterinário teria entrado em sua sala de posse do animal, teria pego o prontuário e saído do local. “Tanto que já abrimos processo administrativo contra ele, porque ele não pode sair com um animal das dependências do Centro de Zoonoses e muito menos com documentos. Se era para fazer eutanásia, deveria ser feito lá dentro e não fora”, declara Karina, afirmando que o proprietário havia ligado para ela dizendo que o veterinário o havia procurado por volta de 21h de terça-feira (8), querendo realizar um boletim de ocorrência, mas que tudo que o dono queria era o animal de volta para tratá-lo.
No entanto, o proprietário confirma que procurou o departamento objetivando a realização da eutanásia, mas que Karina e a advogada da ONG de defesa dos animais não teriam permitido o procedimento, informando a ele que seria preciso dois resultados positivos para a autorização da eutanásia. O dono afirma que as duas ligaram para um veterinário particular, o qual havia informado que o resultado poderia ser falso cruzamento, pelo fato de o animal já ter sido tratado por doença do carrapato. Por isso, ele teria sido orientado por elas e pelo veterinário particular a realizar de dois a três exames, procedimento que será adotado pelo proprietário do animal.